Por Marina Sequinel

Brasília - Receita Federal libera o programa da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2016, ano-base 2015 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Secretaria da Receita Federal informou, nesta quinta-feira (8), que 771.801 declarações ficaram retidas na malha fina do Imposto de Renda 2016. Quem faz parte deste número precisa ficar atento para descobrir quais as inconsistências ou omissões encontradas na declaração e como conseguir a restituição desse dinheiro.

Segundo o contabilista Juarez Morona, muitas pessoas que não tiveram sorte com o tão temido ‘leão’ podem ter cometido erros simples. “O cruzamento de informações pela Receita é muito grande e conta com o suporte de bancos, operadoras de cartões de crédito, funcionários da saúde… Um centavo de diferença já é o suficiente para cair na malha fina”, disse o especialista, que é vice-presidente do Sicontiba, sindicato da categoria, em entrevista ao radialista Geovane Barreiro no Jornal da Banda B 2ª Edição.

De acordo com ele, o primeiro passo para quem está nessa situação é criar um código de acesso no site da Receita Federal para descobrir se a declaração ficou retida ou se está apenas pendente. “Muitas vezes, a pessoa vai receber uma notificação para se apresentar à Receita, que fará algumas perguntas para confirmar as despesas”, explicou.

Acompanhe abaixo um ‘passo a passo’ do especialista para saber o que fazer se você acha que caiu na malha fina:

– Com os dois últimos números dos recibos da declaração de 2015 ou 2016, é possível criar um código de acesso no site da Receita: http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual.app/paginas/index.asp. No processamento, o contribuinte vê se errou em um preenchimento ou se a Receita está para notificá-lo.

– Depois, o internauta deve confrontar os dados que declarou com os documentos que tem em mãos. Se os números estão corretos, a orientação é procurar a Receita. “Desse modo, dá para antecipar o atendimento e comprovar a documentação”, completou Morona.

– Caso contrário, é preciso analisar se as inconsistências foram causadas pelas empresas relacionadas na declaração. “Nesse caso, a própria corporação que deu a informação errada deve informar o valor correto. Se a pessoa declarou certo, o ideal é que ela vá até a empresa com o comprovante de rendimentos e peça para que ela retifique a declaração”, falou o vice-presidente.

– Para finalizar, Morona deu ainda outras dicas para quem não quer ‘cair nas garras do leão’ no próximo ano. “O melhor é acompanhar o processo desde o envio do documento, isso é possível pela internet. Além disso, sempre existe a possibilidade de contratar um profissional para fazer a declaração. Acredito que há quem tente ludibriar o Fisco, fraudar a situação, mas isso é um tiro no pé. O contribuinte tem que fazer a parte dele, sem querer inventar regra”, concluiu.