Da redação com assessoria 

Apenas 15 segundos: este é o tempo médio que dura o intervalo, no Brasil, entre uma tentativa e outra de se aplicar a fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos. A informação faz parte do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor, que registrou entre janeiro e julho de 2013 1,22 milhões de tentativas de fraudes, número recorde no período desde 2010, quando a medição começou. Em 2012, houve 1,18 milhão de registros entre janeiro e julho e, em 2011, 1,13 milhão no mesmo período.

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Foto: Divulgação

O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor mostra ainda que, nos primeiros sete meses de 2013, lideraram os registros os setores de telefonia e serviço. Entre janeiro e julho, houve 507.661 casos de tentativas de fraude envolvendo o setor de telefonia, correspondendo a 42% das ocorrências. Em 2012, esse índice havia sido de 31% e, em 2011, de 25%.

Já o setor de serviços – que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral (salões de beleza, pacotes turísticos, etc.) – teve 376.889 registros, equivalente a 31% do total. Até o ano passado, este era o setor que mais sofria tentativas de fraudes, respondendo por 37% das ocorrências no acumulado de janeiro a julho de 2012 e 33% no mesmo período de 2011. O ranking é composto ainda de bancos e financeiras (19%), varejo (7%) e outros (2%).

Em relação ao setor bancário, o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor demonstra que a participação nas tentativas de fraudes no setor se manteve a mesma de janeiro a julho deste ano com relação ao mesmo período do ano passado (19%, que já indicava queda em relação aos 28% do mesmo período de 2011), por conta da retração na procura por crédito e um crescimento em telefonia e serviços. A popularização da internet e das mídias sociais é apontada como um fator impulsionador desse tipo de ação criminosa.

Nem os mortos estão livres das fraudes

Pesquisas da Serasa Experian apontam que estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas, dobra a probabilidade de ser vítima de uma fraude – às vezes, os criminosos chegam a combinar dados, montando uma “nova” identidade com dados de filiação de uma pessoa e data de nascimento de outra. Mas até pessoas que já morreram são vítimas de fraude: criminosos usam os dados pessoais de falecidos, como nome e CPF, para adquirir bens, serviços e linhas de crédito, deixando prejuízos para os comerciantes e dor de cabeça e sofrimento para as famílias.

Também é comum as pessoas fornecerem seus dados pessoais em cadastros na internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites. Além disso, os golpistas ainda costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência, por meio de correspondência, e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.