Da Redação

Apenas 7% dos restaurantes e lanchonetes de Curitiba receberam selo “A” no primeiro ciclo da Categorização dos Estabelecimentos de Alimentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com o levantamento, que visa classificar os serviços de alimentação com base em critérios que analisam os aspectos higiênico-sanitários de maior impacto para a saúde dos consumidores, 52% dos estabelecimentos ficaram na categoria “B” e devem fazer ajustes para se adequar. Os estabelecimentos do Aeroporto Afonso Pena, porém, receberam 100% de aprovação.

De acordo com a Anvisa, este primeiro ciclo vai orientar as correções que os estabelecimentos devem adotar. Após o segundo ciclo de inspeção os selos começarão a ser fixados. A expectativa é que as cidades finalizem o segundo ciclo no final de maio e que os selos identificando as notas dos estabelecimentos comecem a ser fixados a partir desta data. As notas individuais dos bares, restaurantes e lanchonetes serão divulgadas também no final de maio.

Segundo o diretor de Gestão Institucional da Anvisa, Ivo Bucarescky, a categorização é um projeto inovador que vai permitir, pela primeira vez, que os cidadãos conheçam a situação sanitária dos estabelecimentos de alimentação de suas localidades. “Um estabelecimento mais luxuoso ou mais caro nem sempre significa uma situação sanitária melhor, para o cidadão é uma questão de transparência pode conhecer a situação de cada local”, afirmou.

O projeto também permite que as cidades possam agir mais estrategicamente, focando suas ações nos estabelecimentos com maior número de inconformidades. O projeto piloto é voltado para a Copa do Mundo 2014 e busca informar tantos os moradores das cidades como os turistas. Em cada cidade, as autoridades locais definiram os estabelecimentos participantes do projeto piloto de acordo com critérios locais como rotas turísticas, circuitos gastronômicos, áreas de lazer, entre outros.

O projeto inclui 11 cidades sede da Copa 2014 e mais 13 municípios que aderiram ao projeto. Além disso, também inclui os aeroportos das cidades que receberão a Copa, já que nestes locais a fiscalização é feita diretamente pela Anvisa. A exceção é o aeroporto de Manaus, em reforma, e o município de Salvador que não aderiu.