10 formas bizarras que o cérebro te engana

O nosso cérebro é uma das ferramentas mais poderosas que existe. Afinal, o ser humano ainda não foi capaz de criar um computar que tenha as mesmas capacidades desse órgão dão espetacular.

Muito embora já existam relatos de máquinas que superem o homem em partidas de xadrez, velocidade em realizar cálculos e até mesmo atividades mecânicas, nenhuma criação humana superou o próprio homem em todos os aspectos.

Tudo isso acontece graças ao nosso poderoso cérebro. Porém, embora seja realmente espetacular, o órgão central do nosso organismo também é capaz de fazer algumas pegadinhas bem inteligentes para enganar o nosso próprio corpo.

Acredite ou não, você pode, neste exato momento, estar sendo enganado pelo seu próprio cérebro. Dúvida? Então venha entender 10 formas bizarras que o cérebro engana você e você nem desconfia.

1. O loop maldito

Você já se pegou cantando uma música ou um trecho de uma canção que você simplesmente não suporta? Sabe aquela faixa que gruda na sua mente como se fosse um chiclete e parece não querer sair de jeito nenhum? Acredite, até mesmo esse fenômeno possui um nome para os cientistas e tem chamado atenção por causa da frequência com que acontece.

O chamado “minhoca” (“earworm”, em inglês) é o sistema pelo qual o cérebro se coloca em um loop repetindo diversas vezes uma única informação de forma totalmente descontrolada. Por achar que ainda é necessário “tocar” essa música na sua cabeça uma dezena de vezes, as pessoas continuam ouvindo em seus cérebros a mesma música mais e mais vezes.

Porém, os próprios cientistas propõem formas de combater esse “mal”. Resolver alguns quebra-cabeças ou desafios pode ajudar a aliviar a mente desse loop sem fim. Pegar um anagrama, um sudoku ou qualquer outro jogo que exija concentração pode ajudar a quebrar esse ciclo. Até mesmo ler um bom livro de ficção pode ajudar a distrair seu cérebro nesse momento.

2. O “efeito GPS”

Você usa o GPS para ir a qualquer lugar? Mesmo aqueles que já são familiares e que você conhece muito bem? Se sim, você provavelmente vai querer usar menos esse assistente de direção. Acontece que usar o GPS é uma forma fácil de enganar o nosso cérebro com uma falsa sensação de segurança e fazê-lo perder seu senso de direção.

Pode parecer confuso, mas em resumo usar o GPS diminui a nossa capacidade de criar mapas espaciais ou imaginar cenários tridimensionais que nos ajudem na localização. Mas há revezes ainda piores. Os cientistas acreditam que se não usarmos essa nossa capacidade do cérebro com frequência, aumentamos o risco de contrair doenças graves, como a demência. O estudo sugere que usemos o GPS apenas quando ainda não conhecemos a rota que vamos usar.

O lado positivo desse estudo aponta que quanto mais usamos as habilidades espaciais, mais forte fica o cérebro. Os taxistas londrinos, por exemplo, precisam passar por um processo rigoroso de aprendizado para saberem andar por suas ruas. A cidade tem um raio de apenas 9,5 quilômetros, mas inclui 25 mil ruas com 320 rotas separadas e aproximadamente 20 mil pontos de interesse.

Pesquisadores estudado o cérebro desses taxistas descobriram que não somente essas pessoas eram mentalmente mais ativas como também possuíam mais massa cinzenta no cérebro. O estudo também mostra que o cérebro é capaz de se manter bastante saudável mesmo na fase adulta da vida, desde que ele seja constantemente estimulado a trabalhar.

3. Dor simpática

É muito provável que você já tenha visto alguém se machucar feio em algum momento. Sabe aquela hora em que alguém está andando descanso e, sem querer, bate com os dedos do pé na quina da cadeira? Ou quando você ouve aquela história de alguém que se machucou feio em algum momento, sensação que estranhamente parece ter passado para você de alguma forma? Isso é o que os cientistas chamam de dor simpática.

Usando máquinas que leem os impulsos elétricos enviados pelo cérebro, os cientistas descobriram esse mecanismo quando as pessoas estão observando outras pessoas fazendo expressões ou sentido dores de alguma forma. É bizarro imaginar que o seu cérebro faz você sentir dor ao observar outra pessoa passando exatamente por aquela sensação.

A parte do cérebro responsável por esse fenômeno se chama “área espelhada” e os cientistas acreditam que ali existem os neurônios espelhados. Eles seriam os responsáveis por essa dor simpática, uma resposta a expressão de outras pessoas estarem sentindo algum tipo de dor. Essencialmente, os seres humanos são programados para sentir o mesmo tipo de sensação que veem em outras pessoas, uma espécie de versão poderosa de empática instintiva. Incrível, não é mesmo?

4. Memórias falsas

A maioria de nós se lembra muito bem de vários episódios de nossas próprias vidas. São exatamente essas experiências que nos conectam a esse mundo e nos fazem lembrar que pertencemos a esse plano de existência. Porém, para a surpresa de alguns (ou quem sabe muitos), cientistas conduziram estudos que mostram que é relativamente fácil criar memórias falsas para enganar o nosso cérebro.

De acordo com o estudo, isso acontece porque o nosso cérebro tenta registrar tudo o que está ao nosso redor e frequentemente falha nessa tarefa. Para preencher esses vazios da memória, nossa mente planta automaticamente memórias falsas que passam a fazer sentido baseado em nosso conhecimento e experiência.

Mas os cientistas acreditam que esse fenômeno pode ser ainda pior. Em um experimento, pesquisadores convenceram uma mulher que ela havia se perdido em um shopping quando ela era mais nova. Ela não apenas acreditou neles, mas como também começou a criar detalhes a respeito de uma velha senhora que havia ajudado ela a encontrar o seu caminho. Os cientistas conseguiram convencê-la tão bem que quando foram dizer que tudo não passava de uma pesquisa, ela não acreditou até que os pesquisadores chamassem seus pais para desmentir o fato de ela ter se perdido em um shopping.

5. Hypnagogia

Muitos acreditam que para ter alucinações é preciso estar sob o efeito de drogas ou outros elementos parecidos. Porém, essa não poderia ser uma mentira maior. A chamada hypnagogia acontece com praticamente todo mundo em dois momentos que todos passam quase todos os dias: a hora de dormir e a hora de acordar.

Essa sensação temporária de alucinação acontece naquele instante em que estamos quase dormindo, mas ainda acordados. O mesmo vale para aquele momento em que estamos acordando, mas ainda dormindo. Ambas sensações de alucinação podem ser visuais e auditivas em sua natureza. De acordo com os pesquisadores, essa é uma fase que se distingue do sonho por causa do tipo de atividade cerebral que ocupa a mente nesse estado.

Aqueles que frequentemente estão muito cansados ou já experimentaram situação parecidas anteriormente são mais propensas a passarem por alucinações desse tipo. E acredite: elas são bastante comuns em pessoas saudáveis. E parece que o cérebro não está contente em apresentar alucinações nos momentos em que estamos quase dormindo ou acordando. Pessoas neurologicamente normais também põem experimentar essas sensações até mesmo quando estão acordadas.

6. Bêbado de sono

Muitas pessoas sabem que ficar muito tempo sem dormir tem o mesmo efeito que ficar bêbado. Porém, o que você provavelmente não imagina é que dormir muito também pode causar a mesma sensação de bebedeira. Sim, os preguiçosos também podem ser chamados de bêbados de sono.

Na realidade, a sensação de ter dormido demais e acordar um pouco tonto até que é bastante familiar para quem experimenta longas horas de sono. Afinal, dormir é o momento de recarregar energias. Aqueles que acabam passando do tempo, ficam sobrecarregados e acabam não conseguindo lidar com a quantidade de sono que receberam. Estranho, não é mesmo?

Quando você dorme por um longo tempo, seu cérebro pode ficar confuso e deixar você em um estado que fica entre acordado e dormindo. Isso pode ser perigoso, pois muitos acabam não entendo exatamente o que está acontecendo e acabam cometendo algumas gafes. Exatamente o que acontece quando estamos bêbados.

7. Deprivação sensorial

As pessoas geralmente não experimentam com frequência a experiência de estar deprivadas de suas capacidades sensoriais. Entretanto, se isso acontecer e você começar a ver e escutar coisas que não fazem muito sentido, não se assuste – esse é só mais um exemplo o cérebro pregando uma peça em você.

Pesquisadores – malucos, provavelmente – colocaram algumas pessoas para fazerem um texto em um cômodo chamado sala do silêncio. Esse é um lugar criado para bloquear todo e qualquer barulho e luz proveniente do ambiente externo. O objetivo desse experimento em particular era ver se as pessoas alucinavam se elas não recebessem nenhum tipo de estimulo sensorial externo.

De acordo com o relato daqueles que experimentaram a sala do silêncio, alguns minutos depois de ter entrado na sala, era possível ver rostos e até mesmo sentir alguns cheiros que não estavam programados para aparecer naquela sala. Segundo os cientistas, a explicação é que o cérebro fica confuso quando está totalmente desprovido de entradas sensoriais, produzindo algumas para preencher o vazio.

8. Satisfação semântica

Você já experimentou a sensação de repetir uma palavra tanta, mas tantas vezes que ela chegou a perder o sentido? Sim, isso parece confuso, mas é perfeitamente possível acontecer. E não só isso: essa condição já foi até mesmo diagnosticada por cientistas e pesquisadores como chamada satisfação semântica.

Faça o teste: repita uma centena de vezes a palavra casa e de forma bastante acelerada. “Casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa, casa… ”. No começo, o que o seu cérebro faz é pegar o significado dessa palavra e unir ao som que ela produz. Porém, com o tempo, o nosso órgão central perde a capacidade de se comunicar efetivamente e acaba não conseguindo recuperar o significado da palavra. O resultado é que você literalmente esquece – mesmo que por breves instantes – o significado da palavra “casa”.

Os cientistas até mesmo encontraram um uso prático para a satisfação semântica, além de impressionar as pessoas com a capacidade de o cérebro enganar a nós mesmos. Usando esse fenômeno em um ambiente controlado, pesquisadores conseguiram controlar algumas síndromes e afastar alguns medos ligados a palavras assustadoras, fazendo com que elas perdessem – ou ao menos diminuíssem a força de seu significado.

9. Teoria periférica da emoção

Vamos dizer que você finalmente conseguiu arranjar tempo para realizar aquele acampamento que ficou tanto tempo planejando. Você aproveita um bom tempo caminhando, pescando e realizando outras atividades, depois vai para a sua tenda descansar após um dia cheio para se preparar para o próximo dia. Quando você acorda, percebe um problema terrível. Para ser mais exato, há um urso dentro de sua tenda.

Você pode imaginar que a primeira sensação que você vai sentir é o medo, mas mais uma vez o seu cérebro brinca com você e produz uma sensação diferente do que você imagina. Em vez disso, a primeira sensação que o seu corpo experimenta é o aumento da frequência cardíaca, o que de fato acaba induzindo ao medo aterrorizante de estar próximo a um urso mortífero.

De acordo com a teoria da emoção de James Lange, as emoções não são produzidas de forma solitária. Elas são fruto de um acontecimento interno, como o aumento da frequência dos batimentos cardíacos. Isso significa que a teoria periférica da emoção exclui a existência do medo como um sentimento solitário, mas um conjunto de sensações que é a resposta para outras sensações.

10. Perda de moral

A maioria de nós temos opiniões bem fortes relacionadas a temas como canibalismo e incesto, sendo que boa parte considera essas práticas reprováveis. Porém, de acordo com a pesquisa e alguns cientistas, algumas pessoas, quando questionadas sobre esses assuntos, parecem hesitar em dar uma resposta precisa e “verdadeira”. Esse fenômeno é batizado de “perda de moral” e é caracterizado pelo instante em que as pessoas começam a questionar crenças comuns em uma sociedade.

Um dos cenários que explica esse fenômeno é quando as pessoas precisam explicar porque consideram essas ações reprováveis. De acordo com os pesquisadores, ainda é um pouco difícil explicar porque isso acontece, mas é como se realmente tivéssemos um bloqueio das capacidades morais de discernir o que é certo e errado, optando por ficar confuso em alguns momentos. Coisas do nosso cérebro.

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