(Imagem ilustrativa/Divulgação)

 

Duas testemunhas de defesa de uma empresa de logística foram presas em flagrante durante uma audiência de ação trabalhista nesta terça-feira (8). O caso aconteceu em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba.

De acordo com o juiz Marlos Augusto Melek, os dois trabalhadores são suspeitos de praticar falso testemunho. “Nós ouvimos cinco pessoas e, no final, vimos que já havia sido juntado no processo um áudio que mostrava a representante da empresa em uma reunião com os empregados. Nesse dia, ela disse o contrário de tudo o que declarou na audiência, assim como duas das testemunhas”, disse ele em entrevista à Banda B nesta quinta (10).

O áudio falava sobre a rotina de pagamento de horas extras e comissões aos funcionários. Assim que ficou ciente da mentira, o juiz determinou a prisão dos dois homens, que foram encaminhados à sede da Polícia Federal em Curitiba. Já a representante da empresa, que não pode ser detida por ser ‘parte de interesse’ no processo, foi multada em R$ 5 mil.

“Sempre que um juiz ouve uma testemunha, ele faz uma advertência, deixando claro que ela não pode faltar com a verdade, em qualquer área do Direito, seja trabalhista, criminal… Se ele descobrir que a declaração é mentira, pode-se chegar a medida extrema da prisão em flagrante por falso testemunho. A pena vai de três a quatro anos de prisão, mais multa”, completou o juiz.

Segundo ele, no entanto, cabe ao magistrado avaliar cada caso, se há necessidade ou não da prisão. “Ele vai determinar se haverá apenas uma advertência verbal, se desconsidera aquela prova ou multa a testemunha. Em casos mais extremos, como esse, dependendo da gravidade da conduta e do alcance das pessoas prejudicadas, pela repercussão e complexidade da causa, é possível optar pela prisão”.

As testemunhas foram encaminhadas para a Polícia Federal e liberadas horas depois após prestarem depoimento.