Foto: Antônio Nascimento – Banda B

 

Com objetivo de cobrar respostas sobre o desaparecimento, familiares e amigos da estudante de Direito Andriele Gonçalves da Silva, de 22 anos, realizaram um protesto na noite desta quinta-feira (17), em Morretes, no Litoral do Estado. Moradora de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, Andriele está desaparecida desde a última quarta-feira (9). Ela foi vista pela última vez durante uma chamada de vídeo com um amigo. Familiares e amigos da jovem suspeitam que o ex-marido, o policial militar Diogo Coelho Costa, pode ter envolvimento com o caso.

Bastante emocionada, a mãe de Andriele, Cleuza Tavares, fez um apelo durante a manifestação. “Cada mãe aqui sabe a dor que estou sentindo. Eu cuidei por 22 anos e esse homem a levou depois de dizer que a amava. Eu peço, por favor Diogo, diga onde está a minha filha. São várias noites sem dormir, de sofrimento e o que peço no momento são forças para Deus para lutar pela minha filha”, disse.

Suspeito

Para a polícia e a família, o policial negou ter visto Andriele no dia do desaparecimento, mas imagens de câmeras de segurança de vizinhos mostram o exato momento em que os dois deixam o apartamento, que ela passou a morar sozinha após a separação. As investigações apontam que há marcas de sangue no banco traseiro do carro do policial, um Fiat Marea, apreendido pela polícia.

“Eu só quero que a minha agonia acabe. O Diogo disse que estava sentindo a mesma dor que eu, mas daí vejo essas imagens dele no apartamento. Como ele não sabe onde está minha filha”, questionou Cleuza.

Após a fala da mãe, uma oração do Pai Nosso foi feita, seguida por gritos de “Respostas, repostas”.

Outra pessoa que esteve na manifestação desta quinta foi a mãe do filho de Diogo, identificada apenas como Maria Eduarda. Ela contou à reportagem da Banda B que seu relacionamento com ele foi bastante conturbado, o que reforça a desconfiança sobre a participação dele no crime. “Se eu conversasse com alguém, ele já questionava quem era e achava que eu estava dando bola. Chegou um dia em que fui eu quem questionei uma mensagem, foi quando ele surtou e acabou me agredindo. No dia seguinte, acabei perdoando”, lamentou.

Segundo Maria Eduarda, o motivo do término foi o fato dele ter forçado o aborto do filho, o que ela não fez. “Para mim foi um susto o sumiço da Andriele, já que achei que eles estavam bem. Na última vez que conversei com o Diogo, foi justamente pelo celular dela, para cobrar pensão alimentícia”, concluiu.

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