Secretário em entrevista à apresentadora Elizangela Jubanski (Foto: Banda B)

 

O secretário de Saúde de Fazenda Rio Grande, Rejomar Andrade, disse que a administração municipal trabalha com a meta de reabrir o Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida em 2019, atendendo a um recorrente pedido da população. Em entrevista ao Jornal Metropolitano (JM), da Rádio Banda B, o secretário afirmou que tudo está sendo feito com responsabilidade para que a população seja beneficiada da melhor forma possível. O JM vai ao ar semanalmente, destacando tudo o que acontece nas cidades da região metropolitana de Curitiba.

Atualmente, as gestantes de Fazenda Rio Grande atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são encaminhadas a hospitais em Campo Largo e Curitiba. Com a reinauguração, isso irá mudar. “Nesta semana tivemos uma reunião com dirigentes do Governo Estadual para discutir a reabertura do hospital. Ele está lindo, com novos centro cirúrgicos, mas precisamos ter calma. Temos que firmar nossas metas com muita responsabilidade e pés no chão”, disse o secretário.

Reforma no hospital já foi concluída (Foto: Divulgação)

De acordo com Rejomar, a obra no imóvel teve um custo de R$ 3,5 milhões e agora a etapa em andamento é a de compra de equipamentos. “Precisamos de equipamentos novos, em uma média de R$ 800 mil para a implementação deles. A licitação está em andamento, em uma resolução que veio da Secretária Estadual de Saúde (Sesa). A previsibilidade é de que a gente feche a meta neste ano e já possa ter o atendimento em 2019. Se conseguirmos fazer tudo, além do chamamento de novos médicos, podemos até antecipar”, contou.

Acesso avançado

Ainda sobre o atendimento da cidade de Fazenda Rio Grande, o secretário falou sobre o acesso avançado aos moradores da cidade até o mês de abril. Com isso, quem chegar em uma Unidade Básica de Saúde, entre 7h e 9h, será obrigatoriamente atendido. “Em abril todas as unidades terão este acesso avançado. Quem chegar será atendido, seja por um auxiliar de enfermagem, uma enfermeira ou um médico, de acordo com a demanda. É algo totalmente inovador. Importante destacar que os atendimentos nas unidades básicas não são de emergência, mas de vacina, farmácia e encaminhamentos, entre outros”, explicou.

De acordo com o secretário, atualmente são 11 unidades básicas na cidade, com um investimento em 2017 de R$ 40 milhões na área da Saúde. “São 532 funcionários trabalhando para 120 mil habitantes. Estamos muito acima do teto constitucional de 15%, porque chega a atingir 24% do nosso orçamento para a área de Saúde. É uma prioridade da atual gestão”, garantiu.

Apesar disso, o secretário sabe que em determinados dias há uma demora no atendimento e destaca que isso deve-se muitas vezes aos casos que surgem na UPA. “Chega de tudo em uma UPA e as pessoas precisam entender a questão da urgência. Existem prioridades. A gente faz de tudo para salvar a vida na questão de urgência e emergência. Chega com febre alta e dor de cabeça, então tem que ter calma, porque pode ter uma pessoa baleada em um assalto para ser atendida, como aconteceu na semana que passou e ela foi salva por isso”, contou.

Acompanhamento

Durante a entrevista, o secretário também destacou um sistema de controle dos médicos em atendimento na UPA, para dar mais credibilidade e transparência ao sistema. “A pessoa pode acompanhar 24 horas como está a UPA de Fazenda. Quantas pessoas e quantos médicos para atender naquele momento. O sistema está em manutenção e retornará em breve ainda mais eficiente. No futuro, queremos implementar isso também nas unidades básicas de saúde, porque é um meio também da população fiscalizar e até questionar e entender o motivo de um atendimento demorado”, explicou

Visita Domiciliar e Saúde nos Bairros

No bate-papo durante o JM, o secretário também falou sobre o programa de atendimento domiciliar e o Saúde nos bairros. “No visita domiciliar, há uma avaliação para saber se existe a necessidade e um veículo é destinado para uma visita previamente agendada. Há um gasto em logística para isso e também transferência de pacientes a outras cidades. Isso também é uma preocupação incessante que temos”, iniciou.

“Quanto ao Saúde nos Bairros, nós temos um ônibus que deve voltar com tudo em março ou abril, onde serão feitos testes rápidos de HIV, sífilis, hepatite, medição pressão e glicemia. Atingimos 800 pessoas em um ano. É um programa muito importante”, concluiu.