(Foto: Valdecir Galor/SMCS)

 

A Secretaria Municipal da Saúde adotou uma estratégia para evitar perdas de doses da vacina da febre amarela nos postos de saúde em Curitiba. Confira abaixo perguntas e respostas sobre a vacina:

Quem deve se vacinar em Curitiba?

– Quem nunca tomou a vacina e vai viajar para áreas de risco, principalmente regiões silvestres, rurais ou de mata (sitio, chácaras ou fazendas); quem vai fazer trilhas, pesca e acampamentos, trabalho ou turismo nessas regiões ou quem viaja para países que exijam o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP).

– Crianças aos 9 meses de idade (vacinação de rotina).

Para quais destinos nacionais a vacina é recomendada?

A lista de cidades brasileiras com recomendação de vacina pode ser consultada em http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/listavacinacaofa.pdf (atualizada em dezembro/2017).

Que documentos são necessários para tomar a vacina?

É necessário procurar preferencialmente seu posto de saúde de referência, apresentando documento de identificação e carteira de vacinação.

Quem mora em Curitiba e não tem planos imediatos de viajar precisa procurar pela vacina contra a febre amarela agora?

Não. Curitiba é uma área sem recomendação para a vacina pelo Ministério da Saúde, por não apresentar risco de contaminação na cidade.

A partir do dia 19/1, optou-se por um cronograma nas unidades de saúde, visando potencializar o uso das doses ofertadas. Isso porque cada frasco da vacina tem validade de seis horas após aberto.

A dose da vacina aplicada nos postos de saúde de Curitiba é integral ou fracionada?

Em Curitiba, a dose aplicada para a febre amarela é a dose padrão, com 0,5 ml. A dose fracionada representa 1/5 da dose padrão, com 0,1ml e foi adotada para campanhas de vacinação emergencial de 76 municípios nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Há contraindicações para a vacina?

Sim, para os seguintes grupos:

  • Gestantes
  • Crianças menores de seis meses de idade.
  • Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imuno-moduladores).
  • Pacientes com neoplasia.
  • Pacientes submetidos a transplante de órgãos.
  • Pacientes com imunodeficiência primária.
  • Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave.
  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo.

Para pessoas dos grupos em que a vacina é contraindicada, como proceder?

É necessário que a pessoa passe por uma consulta médica, em que será feita a avaliação, levando em conta a possibilidade de eventos adversos. Caso o médico autorize a vacinação, deve prescrevê-la.

Caso a mulher esteja amamentando bebês menores de seis meses e tenha que tomar a vacina, a amamentação precisa ser suspensa por dez dias.

Em crianças, a vacina para febre amarela não deve ser aplicada ao mesmo tempo em que a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) ou tetra viral (contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela).

Como se prevenir da febre amarela?

Além da vacinação, é importante combater o vetor (mosquito) que transmite o vírus, da doença; evitar áreas de mata com registros da doença.

A febre amarela

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos entre dezembro a maio. No ciclo silvestre da febre amarela (cujos casos têm sido registrados recentemente no país), a transmissão é feita pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, sendo os macacos os principais hospedeiros e amplificadores. O homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata. A transmissão ao ser humano ocorre quando o mosquito que picou um macaco infectado depois pica o homem.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. Desde o ano de 1942 não há notificação no país de casos de febre amarela urbana

Não há transmissão de pessoa a pessoa. A incubação varia de 3 a 6 dias, embora se considere que possa se estender até 15 dias.

Clinicamente, a doença apresenta sintomas em duas fases:

1ª Fase – Período de infecção: Em geral, com sintomas mais leves, como febre, calafrios, dores pelo corpo, prostração, náuseas e vômitos, comum a várias outras doenças. Cerca de 90% dos pacientes têm melhora progressiva. Mas o restante, evolue para a segunda fase, que pode aparecer até dois dias depois.

 Fase – Período tóxica: A febre volta a aparecer e são afetados vários órgãos, normalmente o fígado e os rins. Nesta fase, é provável que as pessoas desenvolvam icterícia (amarelecimento da pele e dos olhos, daí o nome “febre amarela”), urina escura e dores abdominais com vómitos.