Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação Instituto Lula

 

A Prefeitura de Curitiba reforçou os pedidos na Justiça Federal para a retirada do acampamento de militantes a favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso na sede da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida. “O prédio da PF não é uma penitenciária e a Justiça não pode violar a lei”, disse o prefeito Rafael Greca, ao mencionar os transtornos que a mobilização vem causando aos moradores da região.

O prefeito conversou sobre o assunto com o presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz. “O município merece o respeito da Justiça Federal”, acrescentou Greca, ao lembrar que as iniciativas da Prefeitura ganharam o apoio da população. “Ontem, 130 famílias do bairro Santa Cândida entraram, com o município, nas petições à Justiça para desocupar o bairro”, lembrou.

Na sexta-feira (4), a Prefeitura encaminhou novo pedido para restabelecer a multa diária de R$ 500 mil para o movimento. De acordo com a procuradora-geral do município, Vanessa Volpi, a medida foi tomada porque os manifestantes descumpriram o acordo estabelecido no dia de 16 de abril de respeitar o limite de quatro tendas no local e de obedecer a legislação sobre volume de som. O acordo foi assinado depois que o juiz substituto Ernani Mendes Silva Filho concedeu liminar, em 7 de abril, a favor a Prefeitura, proibindo o acampamento em frente à Polícia Federal.

Custos

Além dos transtornos aos moradores, o monitoramento da Polícia Federal e da Guarda Municipal tem um custo para os cofres públicos. De acordo com o prefeito, por dia, são gastos R$ 10 mil com essa atividade.