Foto: Flávia Barros – Banda B

 

A Prefeitura de Curitiba anunciou, nesta terça-feira (14), a renovação da frota no transporte coletivo. A compra de novos ônibus é possível graças a um termo de ajuste, que irá pôr fim a ações judiciais de empresas contra a Urbanização de Curitiba (Urbs) e também promete reequilibrar econômica e financeiramente o contrato entre as partes.

De acordo com o prefeito Rafael Greca, o termo de ajuste põe fim a 23 ações judiciais de empresas contra a Urbs sob a justificativa de desequilíbrio financeiro do contrato. “Nós tínhamos espetáculos, como ônibus empurrados pelo povo ou pegando povo, o que fazia a população sofrer com a deterioração. A ideia da prefeitura é reequilibrar a relação com as empresas de ônibus, a judicialização fez mal ao transporte e faz mal à cidade. Ela maltrata o povo, deteriora o serviço e quase pôs Curitiba a perder”, declarou.

Segundo o anúncio, 25 ônibus biarticulados serão comprados para o Ligeirão da linha Norte-Sul (Santa Cândida/Praça do Japão), com prazo máximo de implantação até o aniversário de Curitiba, em 29 de março do ano que vem. Para 2018, 2019 e 2020 serão 150 novos ônibus por ano, o que, segundo Greca, não deixará ônibus fora de linha circulando pela cidade. Com a conclusão de um terminal nas proximidades da Rua Fagundes Varela, há a ideia da implantação de uma linha que ligue o Bairro Alto ao Tatuquara pela Linha Verde.

Atualmente, Curitiba possui uma frota de 1282 ônibus em operação, sendo que em média os ônibus da capital possuem quase oito anos. Com o termo assinado agora, a Justiça deve derrubar uma liminar de 2013, que desobriga as empresas da compra de novos veículos enquanto o sistema financeiro não fosse reequilibrado.

Tarifa

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus (Setransp), Maurício Gulin, a tarifa do cidadão não será alterada, uma vez que o termo mexe com questões técnicas. “A partir deste termo, começamos a analisar o custo do sistema, o que aí sim iremos determinar uma nova tarifa-técnica. Isso é uma solução para otimizar e manter a qualidade do serviço”, garantiu.

Segundo Greca, nunca houve uma ‘caixa-preta da Urbs’, como já citado anteriormente até em pleitos eleitorais. “O que existia era um desequilíbrio econômico-financeiro e, com a tarifa em R$ 4,25, eu conquistei a volta do Fundo de Urbanização de Curitiba que permite a compra dos novos ônibus. O fundo agora fica estável e a cidade volta a ter ônibus novos”, comentou.