Foto: SMCS

 

Diante da polêmica em torno da implantação do ligeirão Norte-Sul em Curitiba, o secretário municipal de Governo, Luiz Fernando de Souza Jamur, voltou a afirmar que o projeto não prejudica ou causa alterações na Praça do Japão. Nesta segunda-feira (12), o prefeito Rafael Greca também usou as redes sociais para defender o projeto.

Segundo Jamur, a implantação segue “rigorosamente” o plano diretor da capital e deve reduzir pela metade o tempo de ligação entre o Terminal Santa Cândida e a estação-tubo Bento Viana, no Batel.  “O estudo está pronto desde 1966, que foi quando o plano diretor estabeleceu o eixo de grande capacidade do transporte coletivo. Ali é um eixo de transporte coletivo antes mesmo dos prédios. Os prédios, inclusive, só estão permitidos porque é um eixo de transporte coletivo de alta capacidade”, disse Jamur.

Após o anúncio da retomada do projeto, o Conselho de Segurança do (Conseg) Batel entrou com ação no Ministério Público do Paraná (MP-PR) pedindo uma ação civil publica que garanta que qualquer alteração seja feita pela aprovação em audiências públicas. Os moradores da região afirmam que não foram consultados sobre a implantação e que a implantação pode prejudicar a praça.

Jamur, por sua vez, afirma que as discussões são antigas e já foram feitas várias vezes. “O projeto é de 2011 e foi precedido de audiências públicas. Ainda em 2014, a obra foi iniciada, mas o ligeirão não foi implantado pela gestão anterior. A adequação não faz qualquer modificação na Praça do Japão”, garantiu.

Segundo o projeto da prefeitura, um retorno será feito cruzando a Avenida República Argentina, onde há existe um triângulo ao término da praça, possibilitando o retorno da linha. O ponto final segue sendo a estação Bento Viana, que já foi desalinhada há alguns anos.

Metade do tempo

A implantação da linha, segundo a administração municipal, deve beneficiar 36 mil passageiros e reduzir pela metade o tempo entre os pontos finais.

Nas redes sociais

Em postagem no Facebook, o prefeito Rafael Greca disse que 25 ônibus biarticulados Volvo de grande porte serão utilizados para a linha. “Obra de apenas 45 metros. Mais tarde a solução de urbanismo será substituída pela extensão da linha até o Capão Raso. (…) Nossa oposição semeou a insídia de um desnecessário movimento ‘SOS Praça do Japão’. Desnecessário porque jamais faria mal a um espaço que ampliei e embelezei. Onde inclusive plantei as cerejeiras, entronizei a estátua de Buda, construí os lagos, portal e o Pavilhão Memorial da Imigração, encimado por cegonha de bronze dourado, lembrança do Kinkakuji da imperial e venerável Kyoto”, escreveu.