(Foto: Reprodução)

 

Moradores do bairro Tatuquara, em Curitiba, estão revoltados com as condições da linha de ônibus Santa Rita. Como forma de protesto, na madrugada desta quarta-feira (16), eles entraram na frente do coletivo na Rua Jovenilson Américo de Oliveira e impediram que ele seguisse viagem. Durante a manifestação, houve confusão e até xingamentos entre quem estava no veículo e as pessoas do lado de fora.

Guarda Municipal foi acionada para que os manifestantes liberassem a via. (Foto: Reprodução)

Segundo uma moradora da região, que pega o coletivo todos os dias, a principal reclamação é de que o número de ônibus na linha diminuiu, enquanto o trajeto ficou mais longo. Por isso, os veículos andam sempre lotados e demoram muito para passar pelos pontos. “Primeiro que eles mudaram o horário e o ônibus não passa mais às 5h, hora que vários trabalhadores precisam dele. Aí quando o Santa Rita chega no meu ponto, ele não para, passa direto, porque já vem super lotado”, reclamou a passageira, que preferiu não se identificar, em entrevista à Banda B.

Ela disse que, sem nenhuma atitude da prefeitura em relação ao problema, os moradores decidiram interditar a passagem do coletivo. “Se a gente não fizer nada, ninguém vai enxergar isso. É um absurdo você pagar R$ 4,25 pela passagem para andar desse jeito, com ônibus demorados e lotados. A gente sai de casa às 5h, fica ali no ponto, ainda correndo o risco de ser assaltada, e não sabe quando vai conseguir embarcar”.

De acordo com a moradora, os ânimos ficaram exaltados e algumas pessoas passaram dos limites durante a manifestação desta manhã. “Um rapaz tentou jogar uma pedra para acertar o motorista. Com isso nós não concordamos, o condutor não tem nada a ver com a história, é um trabalhador como nós. Quem tem que fazer alguma coisa são os políticos. Porque 5h da manhã para eles é fácil, estão todos dormindo”, desabafou.

Após xingamento, discussão e confusão no local do protesto, o ônibus foi liberado para seguir viagem após a chegada da Guarda Municipal.

Resposta da prefeitura

O gerente de Operação do Transporte Coletivo de Curitiba, Ismael França, afirmou à reportagem que os problemas relatados pelos passageiros foram pontuais. “Na segunda (14), nós tivemos uma alteração na linha para veículos articulados em uma tabela no pico da manhã, e a operação ocorreu normalmente. Já na terça e hoje a operadora não tinha um ônibus articulado por questão de manutenção, e precisou colocar um coletivo menor, que não absorveu a demanda”.

Segundo ele, a prefeitura passou a determinação para a empresa de que ela não poderá substituir o veículo articulado por outros menores. “A situação já está normalizada e, a partir de amanhã, a Urbs vai proporcionar mais uma viagem para os usuários às 5h34, com um ônibus a mais”, completou.

Sobre o caso, França ainda negou que o trajeto da linha tenha ficado mais longo. “Nós temos duas linhas operando nessa região, a semidireta e a que vai parando nos pontos. Elas fazem itinerários diferentes. A semidireta utiliza a trincheira nova, passa pela Ceasa, e vai para o terminal. Não teve aumento da extensão da linha, apenas uma readequação operacional”, finalizou.