(Foto: Reprodução)

 

Moradores de um prédio na Avenida Sete de Setembro, na região central de Curitiba, estão incomodados com ‘baladas ao ar livre’ promovidas por pessoas que vivem na rua. Segundo eles, todas as noites, o grupo se reúne debaixo de uma marquise de um centro comercial e liga o som alto, com direito até a globo de luz.

Uma mulher que mora no apartamento no edifício da frente, que preferiu não se identificar, disse que o barulho começa por volta das 18h e só termina às 8h do dia seguinte, quando as lojas começam a abrir. “No fim da tarde, eles colocam os colchões ali e ligam o som. Não sabemos se os donos dos estabelecimentos deixam a tomada para fora em troca de segurança, ou não… Mas as músicas são muito altas, a situação está insustentável, eles inclusive promovem tráfico de drogas no local”, disse ela em entrevista ao radialista Geovane Barreiro para o Jornal da Banda B 2ª Edição desta terça-feira (23).

De acordo com a moradora, as festas acontecem há cerca de dois meses, sem interrupção. “Quando não é caixa de som, é briga. Eu moro no sétimo andar, do outro lado da rua, e o barulho é terrível. E se passamos por ali ainda corremos o risco de sermos assaltados. Eu ligo para a prefeitura, a FAS [Fundação de Ação Social] vem e recolhe os pertences deles, mas depois que os agentes saem, os moradores de rua voltam e ainda festejam, aí a gente não dorme mesmo. Eu estou há dias sem conseguir pregar os olhos, não aguento mais”, completou a vizinha.

Procurada, a prefeitura de Curitiba negou que a FAS faça o recolhimento de pertences dos moradores. Segundo a administração, ela realiza apenas a abordagem, oferece e encaminha para serviços, de acolhimento e saúde. (Leia a nota completa no fim da reportagem)

À Banda B, a vizinha do prédio comercial contou que, nesta segunda-feira (22), a festa começou antes das 18h. “Eu chamei a polícia, que falou para ligar para a Guarda Municipal, o que eu fiz, mas não aconteceu nada. Fora que se os policiais chegam ali, os moradores de rua desligam o som e fingem que estão dormindo… Por isso é difícil ter flagrante. Eles tocam de tudo ali, tem dia de funk, dia de rap e até um globo de luz que gira. É uma ‘balada gratuita’. Todas as pessoas aqui do prédio reclamam, mas têm medo de fazer alguma coisa por causa de retaliação”, finalizou.

Resposta

Sobre o caso, a diretora de atenção à população de rua, Maria Alice Erthal, orientou que a população ligue para a Central 156, para que equipes da FAS façam abordagem social. Ela já está solicitando para que a equipe do Centro de Abordagem Social 24 Horas vá até lá para identificar as pessoas e oferecer serviços, principalmente acolhimento.

Vídeo

Cansada da situação, a moradora gravou um vídeo da ‘balada’ promovida pelos moradores. Assista abaixo: