Manifestantes protestaram na manhã desta sexta-feira (10) contra as mudanças propostas pelo Governo Federal na Reforma Trabalhista, em Curitiba. O ato principal, marcado para as 11 horas na Boca Maldita, contou com a presença de 2 mil trabalhadores. Já os metalúrgicos realizaram bloqueios nas marginais das principais rodovias de Curitiba, sem afetar o trânsito nas BRs. Durante o dia, haverá outro grande ato na região central.

As novas regras das relações trabalhistas no Brasil entram em vigor no sábado, dia 11 de novembro. Elas foram aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo presidente Michel Temer em 13 de julho.

Uma das centrais sindicais, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) esteve presente na manifestação. A presidente regional do Estado, Regina Cruz, disse que, embora já seja lei, ainda há muito por fazer. “Hoje é um dia nacional da luta contra a Reforma Trabalhista, já começamos com atos na região sudeste, estivemos na região metropolitana de Curitiba também. Amanhã entra em vigor essa lei e hoje estamos nas unidades das centrais sindicais. Já estamos com abaixo-assinado, vamos entrar na Câmara Federal contra essa reforma”, defendeu.

O projeto de iniciativa popular organizado pelas frentes sindicais tem 1 milhão de assinaturas, faltando 500 mil para um protocolo oficial.

No Palácio Avenida, na Rua XV de Novembro, os bancários de Curitiba também se uniram ao movimento. Elias Jordão, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, disse que o atendimento não foi prejudicado e garantiu que as mudanças na lei são – para ele – retrocesso. “Na nossa visão, essa Reforma Trabalhista é uma lei que destroi direitos de uma consolidação trabalhista criada há décadas. É um retrocesso tamanho de cerca de cem anos atrás. Outra coisa é falar de crise na Previdência, mas onde se anistia sonegadores e se gasta bilhões para aprovação de uma Reforma que só interessa ao Governo”, concluiu.

Os protestos também foram convocados em Alagoas, Bahia, Brasília, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.