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A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou, nesta quinta-feira (8), o pedido da defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho para tirar o júri popular de Curitiba. Essa foi a segunda tentativa da defesa para tentar mudar o local do julgamento.

O pedido da defesa entende que os jurados em Curitiba seriam parciais, “diante da existência de campanha publicitária/política em desfavor do acusado. E, ainda, que a ordem pública exige o desaforamento pela comoção existente na sociedade curitibana”.

Aguardado desde 2009, ano do acidente que deixou dois jovens mortos, o júri recebeu em novembro do ano passado a autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para acontecer. Carli Filho é acusado pela morte de Gilmar Rafael Souza Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Souza, de 20. Carli Filho estava com a carteira de motorista suspensa (130 pontos) e, segundo a perícia, decolou com seu veículo a 173 km/h, aterrissando sobre o veículo em que as vítimas estavam. Em agosto de 2009 o Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia criminal contra ele por duplo homicídio doloso eventual. Em 2011 foi confirmado pela Segunda Vara do Júri de Curitiba que ele deveria ser julgado por um júri popular, mas novos recursos levaram o caso até o STF.

Com a decisão do TJ-PR, o júri segue marcado para acontecer nos dias 27 e 28 de fevereiro. A defesa ainda pode tentar mudar o local com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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