O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, no HC nesta segunda-feira (29). Foto: Orlando Kissner/ANPr

 

Novos profissionais da área da saúde atuarão no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e a medida possibilitará a reativação de 109 leitos de internação, fechados há anos por falta de funcionários. Ao todo, 532 profissionais serão incorporados à equipe. A abertura dos leitos será gradativa. O objetivo é estruturar a unidade para se tornar retaguarda de atendimento aos pacientes da capital e demais municípios. O ato teve a participação do secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, em Curitiba, do ministro Ricardo Barros; da vice-governadora Cida Borghetti, e do prefeito Rafael Greca.

Recurso

Caputo Neto lembrou que o Hospital de Clínicas recebe recursos de custeio mensal do Governo do Estado, através do programa Hospsus. “Apesar de ser um hospital federal, destinamos quase R$ 4 milhões por ano para ajudar no custeio da estrutura. Isso mostra o nosso compromisso com a reestruturação do HC, que passou por uma crise difícil, mas que agora está com boas perspectivas para o futuro”, destacou.

Gestão de alta

Durante a solenidade, também foi lançado o projeto de Gestão de Alta do hospital, em parceria com a Secretaria de Saúde de Curitiba. A intenção é estabelecer uma estratégia de cuidados continuados, oferecendo assistência adequada ao paciente mesmo após a alta hospitalar.

A partir do projeto, há uma maior interação entre as equipes do hospital e das unidades de saúde. Na prática, o paciente passa a contar com um atendimento personalizado e humanizado durante sua recuperação em ambiente extra-hospitalar. O trabalho de acompanhamento na atenção primária visa evitar casos de reinternações desnecessárias e favorece a continuidade do tratamento em casa.

O foco é atender principalmente pacientes com perfis específicos, como aqueles que necessitam de cuidados paliativos e portadores de doenças crônicas de difícil manejo – insuficiência renal, casos oncológicos e cirurgia cardiovascular, por exemplo.

Dados do projeto-piloto, já implantado no hospital, mostram que os resultados estão sendo bastante satisfatórios. Desde agosto de 2017, 478 pacientes foram encaminhados às unidades de saúde e apenas oito precisaram ser reinternados.