Casa foi completamente destruída pelo caminhão. (Foto: Banda B)

 

A família de Andriele Oliveira, moradora do bairro Pinheirinho, em Curitiba, ainda luta para reconstruir a casa do vizinho, depois que o caminhão desgovernado do marido atingiu o imóvel em cheio. O caso aconteceu no começo da manhã do dia 22 de janeiro, quando o motorista autônomo Rafael Rosa ligou o veículo para ‘esquentar’ e foi buscar uma garrafa de água antes de iniciar a viagem que faria até o litoral.

Assim que voltou para a rua, no entanto, viu que o caminhão estava descontrolado e já havia atingido a residência vizinha, a poucos metros dali. Três pessoas se feriram no local – entre elas, uma idosa de 97 anos, que morreu no hospital oito dias após o acidente.

Na ocasião, Rafael ficou completamente em choque. Hoje, quase um mês após o ocorrido, um pouco mais tranquilo, ele e a família pedem ajuda para reconstruir a casa atingida. Com muitos recursos para arrecadar, eles criaram uma vaquinha online para quem quiser colaborar com a causa.

“A Defesa Civil condenou a residência e nós teremos que construí-la do zero, o que requer bastante dinheiro, já que tudo é tão caro. Nós já conseguimos algumas doações de materiais de construção, como tijolos, pedras, 30 sacos de cimento, sendo que para fazer a casa toda vamos precisar de 72… E ainda tem a questão do acabamento”, disse Andriele em entrevista à Banda B nesta sexta-feira (16).

Ela trabalha em uma loja, enquanto o marido é motorista autônomo, mas está parado porque o caminhão continua na oficina. “A maior parte da nossa renda vinha do trabalho dele. Mas por enquanto não temos condições de mandar arrumar o veículo, para que o Rafael possa voltar ao serviço. Com o meu salário, eu só mantenho a água, luz e comida em casa. Fora isso, temos uma dívida mensal de R$ 2 mil para pagar o caminhão”, completou.

Andriele mora com o marido e mais três filhas, uma de cinco, uma de nove e outra de 13 anos. Ela afirmou que, sem previsão para arrumar o caminhão, o único jeito foi criar a campanha na internet. “Se cada um contribuir com R$ 20 já ajuda, porque no fim se torna bastante. A nossa sorte é que os vizinhos, dono da casa, estão bem unidos com a gente, e devem entrar com a parte da mão de obra, enquanto nós arcamos com o custo dos materiais”, finalizou.

Quem quiser colaborar com cimento, tijolo, areia, pedra ou qualquer quantidade de dinheiro pode acessar a vaquinha aqui.

 

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