Segue desde terça-feira da semana passada a ocupação de estudantes aos departamentos de Licitações e Contratações (Delic) e de Logística (Delog), no prédio da Reitoria da UFPR (Universidade Federal do Paraná). A última reunião entre a instituição e os manifestantes aconteceu no sábado, porém sem um fim para o impasse.

Os estudantes reclamam da demissão de 13 trabalhadores dos Restaurantes Universitários (RUs). Por sua vez, a UFPR afirma que não tem como obrigar a empresa terceirizada a fazer a recontratação. Uma nova decisão por parte dos manifestantes está prevista para ser tomada nesta segunda-feira.

Prejuízos à comunidade

Segundo a UFPR, os estudantes não recuaram de sua posição inicial e decidiram trazer uma nova pauta de reivindicações, mais ampla que a inicial, envolvendo trabalhadores terceirizados da limpeza, vigilância e manutenção. Contrariando posição da UFPR, que defende a mediação do Ministério Público do Trabalho na solução do problema, os manifestantes afirmaram que não reconhecem a competência do MPT para resolver o caso.

“O ordenamento jurídico impede que a administração realize qualquer tipo de ingerência na contratação ou demissão dos trabalhadores, exceto se o serviço não estiver sendo executado a contento. Mas não é o caso porque, conforme dados levantados pela administração, o RU foi bem avaliado pela Comissão Permanente de Avaliação (CPA)”, comentou Diogo Venancio, diretor do Delic.

O pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças da UFPR, Fernando Mezzadri, disse que a permanência da ocupação prejudicará a comunidade acadêmica devido à impossibilidade de o Delic fazer novas compras e pagamentos. “Eu chamo a atenção para o fato de que podemos ser multados pelos órgãos de controle. A UFPR não pode arcar com o pagamento destas multas. A responsabilidade por elas será compartilhada se houver atraso em um único dia de pagamento”.