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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) anunciou nesta quinta-feira (15) que apenas duzentas pessoas serão autorizadas a acompanhar o júri popular do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho. O último recurso da defesa contra o julgamento foi extinto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro do ano passado, o que autorizou a realização do júri.

Qualquer pessoa está apta a assistir ao júri, mas por haver limitação de lugares, haverá distribuição de aproximadamente 200 senhas aos interessados no dia 23 de fevereiro, às 13h30, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba (Praça Nossa Senhora de Salete). A ordem de chegada será respeitada pelo órgão.

Na última semana, a 1ª Câmara Criminal do TJ-PR negou o pedido da defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho para tirar o júri popular de Curitiba. Foi a segunda tentativa da defesa para tentar mudar o local do julgamento. O pedido da defesa entende que os jurados em Curitiba seriam parciais, “diante da existência de campanha publicitária/política em desfavor do acusado. E, ainda, que a ordem pública exige o desaforamento pela comoção existente na sociedade curitibana”.

Carli Filho é acusado pela morte de Gilmar Rafael Souza Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Souza, de 20. Carli Filho estava com a carteira de motorista suspensa (130 pontos) e, segundo a perícia, decolou com seu veículo a 173 km/h, aterrissando sobre o veículo em que as vítimas estavam. Em agosto de 2009 o Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia criminal contra ele por duplo homicídio doloso eventual. Em 2011 foi confirmado pela Segunda Vara do Júri de Curitiba que ele deveria ser julgado por um júri popular, mas novos recursos levaram o caso até o STF.

O júri está marcado para acontecer nos dias 27 e 28 de fevereiro. A defesa ainda tenta mudar o local com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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