Servidores estaduais da área da educação se reuniram no Centro de Curitiba, nesta segunda-feira (19), em atos contra a Reforma da Previdência, proposta pelo governo federal. Com adesão facultativa, as manifestações foram organizadas pela APP-Sindicato, que representa os trabalhadores. O grupo se concentrou na Boca Maldita e, após panfletagem e realização de aula pública, seguiu até o prédio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Segundo balanço divulgado pela Secretaria da Educação do Paraná (Seed),dos 2.144 colégios do estado, 12 fecharam as portas hoje. Outras 25 escolas contaram com adesão parcial ao movimento – onde os docentes não compareceram ou ministraram aulas de 30 minutos.

Por outro lado, a APP-Sindicato ainda não tem um relatório sobre o número de servidores e instituições que participaram do protesto. De acordo com o presidente da APP, o professor Hermes Silva Leão, a ação teve dois objetivos: acompanhar a luta nacional contra a aprovação da Reforma da Previdência e reivindicar o cumprimento de pautas que foram desrespeitadas pelo governador Beto Richa.

“Hoje nós viemos até a frente da Alep para participar da sessão, dialogando com os deputados sobre a fiscalização do Poder Executivo, já que o governador vem descumprindo um conjunto de leis importantes para a categoria”, disse ele em entrevista à Banda B.

Entre as pautas dos servidores, estão a revisão da redução do salário dos trabalhadores do Processo Seletivo Simplificado (PSS); o descongelamento dos pagamentos, que já dura dois anos, segundo Silva Leão; e a manutenção da hora-atividade com liminar favorável à categoria.

O presidente ainda afirmou que a paralisação só acontece hoje e, por isso, nesta terça-feira (20), as aulas seguirão normalmente. “Ao longo da semana, nós vamos conversar com os pais e mães dos alunos sobre o nosso movimento. Já marcamos também uma assembleia estadual para o dia 3 de março, para avaliar o estado de greve e definir os próximos passos”, completou.

A Seed informou que a orientação do governo do estado é que sejam lançadas as faltas aos profissionais que não comparecerem ao trabalho e não justificarem a ausência.

 

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