A violência e a criminalidade do Rio de Janeiro, reflete o que ocorre em nosso Estado?

Muitas pessoas confundem o que é violência e o que é criminalidade, mas existe uma grande diferença entre violência e criminalidade, pois há crimes que não são cometidos com violência física e existem atos violentos que não constituem crime, por exemplo, Luta de Box, Karatê, esportes com golpes violentos que muitas vezes fraturam ou provocam cortes, mas que não são considerados crimes, e da mesma forma há muitos crimes que são cometidos sem o uso da violência, como por exemplo, os que recebem propinas.

E com relação à pergunta, sim! O que está ocorrendo no Rio de Janeiro também ocorre em nosso Estado; a diferença é que o nível de violência que constitui crime aqui é menor. Não vemos nos noticiários marginais desfilando com armas de fogo afrontando a polícia e a população, mas por outro lado sabemos que há regiões em nossa cidade onde o crime organizado tem muito poder e influência no dia a dia da população, em escalas pequenas, mas tem.

E o que fazer para que os demais Estados de nosso país não se transformem num Rio de Janeiro?

Em primeiro lugar cobrar de nossos representantes legais, Deputados Federais e Senadores que aprovem uma legislação mais “pesada” para os marginais, pois a impunidade e fragilidade da nossa legislação, onde ninguém fica preso é que estimula o crime.

Cobrar de nossos governantes que estruturem o sistema penitenciário para acolher e manter isolados os criminosos condenados, fazendo com que os criminosos deixem de usar os presídios como centrais do crime organizado.

E da mesma forma fiscalizar os integrantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, integrantes dos Órgãos Públicos e as Polícias, para que, os que forem corrompidos pelo crime organizado, sejam duramente responsabilizados, pois corrupção e desvios de conduta, há em qualquer esfera de servidores, e não podemos ser ingênuos de achar que em uma classe de servidores são todos corretos e incorruptíveis.

E como falei, o problema não está centralizado apenas nas Polícias, mas em toda a estrutura do Estado.

E como dizem os que se preparam para a “guerra” contra o crime: O ELO MAIS FORTE DA CORRENTE É IGUAL AO MAIS FRACO, ou seja, não podemos admitir nenhum tipo de conluio com os criminosos, quer sejam eles, marginais comuns, ou marginais do “colarinho branco” que cometem crimes sem violência direta, mas que suas ações criminosas acabam muitas vezes sendo mais violentas que as dos criminosos, matando indiretamente muito mais pessoas, já que o dinheiro roubado deixa de ser aplicado na saúde, educação e segurança de nossa população.

E nunca esqueçam, PREVENIR é sempre o melhor remédio.

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