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Durante minha carreira militar, comandei diversas unidades militares, fui inclusive Comandante do Batalhão de Trânsito e sempre fui rigoroso em cumprir as leis, mas nunca gostei de ver o cidadão sendo penalizado pela falta de competência do Estado.

Ao retornar de carro de São Paulo para Curitiba, passei por um trecho da BR 116, onde a velocidade é de 110 km/h, em alguns trechos de 80km/h e na região de serra chegando até a 60 km/h, até aí tudo bem , pois a redução da velocidade é uma ação que diminui o número acidentes e de vítimas. Mas para minha surpresa, em um trecho da rodovia, há um limite de 40 km/h, em uma saída de curva e ao seu lado um radar móvel.

Quem não conhece a rodovia é em sua totalidade multado, pois por mais que os motoristas estejam em baixa velocidade, ninguém tem como imaginar que num trecho de uma rodovia federal, haja uma velocidade de 40 km/h, a não ser para, como disse, ao invés de o Estado por incompetência, deixar de corrigir algum problema de segurança na pista, é mais cômodo e mais lucrativo mudar o limite de velocidade e arrecadar mais dos motoristas.

Outra demonstração de incompetência é constatada no trecho de Joinville para Curitiba, no local conhecido como curva do Vossoroca, no km 653 da BR 476, que após análise no local por “especialistas” para detectarem o porquê de tantas pessoas morrerem naquele ponto da rodovia, ao invés, de corrigirem os problemas de engenharia da pista, apenas colocaram um redutor de velocidade.

Tudo bem que aja um redutor naquele local, mas os responsáveis pela obra e pelo projeto deveriam ser responsabilizados pelas mortes e o responsável pela rodovia, Governo Federal deveria providencia a correção das falhas.

Nossos representantes legais não cobram uma posição do Estado, pois a arrecadação de multas, vai para os cofres do governo, e posteriormente uma parte acaba se tornando recursos financeiros para utilizarem em suas emendas parlamentares com a finalidade de agradar os eleitores e garantirem seus votos.

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