Nos últimos dias o que mais circulou nas redes sociais e nos meios de comunicação foi o debate sobre a redução da maioridade penal, onde cada lado apresentava seus argumentos.

Concordo que nosso sistema legal e penal não está em condições de recuperar ninguém, mas não é justo para o cidadão de bem que paga seus impostos e faz este país funcionar, continuar a ser vitima desse sistema falido, onde para não responsabilizar uma pequena parcela de jovens delinquentes e marginais, toda a sociedade fica exposta a esses criminosos que se escondem e se amparam sobre o manto da impunidade por serem “menores”, enquanto que o cidadão está sendo assassinado, roubado e a cada dia se sentindo mais e mais desamparado e abandonado pelo Estado.

Alguns defensores dos menores infratores ainda não perceberam que em qualquer sociedade independente da riqueza e estrutura do Estado, sempre haverá marginas que serão menores de idade, mas que diferente daqui, respondem pelos seus atos.

Se o jovem com dezesseis anos tem capacidade para escolher quem vai governar o país e o consideram apto e responsável para tal, mas quando tem que responder por atos criminosos, onde muitas vezes vidas são ceifadas, o tratam como se não tivessem condições de responder pelos seus atos e a sua “pena” na maioria dos casos não passa de seis meses de internação para pagar pela vida de um cidadão inocente que teve sua vida “roubada” e sua família inteira destruída.

O jovem de hoje com dezesseis anos de idade não pode ser comparado com um jovem de dezesseis anos da década de 60. Hoje nossos jovens tem acesso a uma gama de informações que muitas pessoas de mais idade não o têm, pois eles vivem conectados e acompanham diariamente tudo o que acontece não só em sua cidade, mas no mundo.

A primeira palavra que um adolescente fala ao ser abordado pela polícia após cometer um crime é “so Di menor, mão me ponha a mão” e não raro saem da delegacia antes dos policiais que o encaminharam e das vitimas, pois como o Estado não tem estrutura nem capacidade para fazer valer o ECA, é mais cômodo soltá-lo com o pretexto de que não há condições de mantê-lo custodiado e em poucos horas está de volta às ruas para cometer novos crimes sabedor que o Estado o está “protegendo”.

Então novamente pergunto. QUEM É A VITÍMA?

Nunca esqueçam PREVENIR é sempre o melhor remédio.

Caso tenham interesse em ver outras matérias, acessem www.coronelcosta.com.br