A pergunta parece complexa, mas a resposta é fácil.

A população quer uma Polícia em que possa confiar, que seja atuante, que seja rápida na resposta e que seja eficiente.

pmO maior problema que a Polícia enfrenta não é em sua estrutura interna, na base, que são os policiais que atuam nas ruas, mas sim externa, pois pela sua estrutura baseada na disciplina, os policiais acatam e cumprem as ordens recebidas, mas infelizmente em muitos casos quem decide as ações que a polícia vai executar, quer seja na Polícia Militar ou na Polícia Civil são planejadas por políticos ou por “técnicos de escrivaninha” que apesar de parecer uma incongruência, são policiais, mas que sempre atuaram na área burocrática e não tem muito contato com a realidade das ruas, apenas com relatórios e estatísticas.

Recentemente no Paraná foi implantado um projeto tentando copiar as UPS do Rio de Janeiro e aproveitaram a Sigla para dar o nome de Unidades Paraná Seguro, mas que na pratica se comprovou totalmente ineficaz.

Policiamento para ser eficiente e eficaz tem que ter mobilidade, agilidade e rapidez.

Imobilizar os policiais em locais fixos faz na pratica com que o marginal saiba onde o policial está e possa ter a tranquilidade de atuar onde a população está sem segurança.

O marginal nunca pode ter a certeza de onde o policiamento está ou estará, nunca pode se sentir confiável ao cometer os seus crimes, tem que sempre ter a incerteza de não saber se naquele momento irá ou não passar uma patrulha da PM.

Além disso, a tropa deve ser motivada a trabalhar e ter o seu trabalho reconhecido quando o faz bem e não só ser lembrada quando ocorrem as falhas, as quais em algum momento, infelizmente poderão ocorrer pela própria natureza do trabalho que os policiais desenvolvem.

E é nesse ponto que está a principal atuação dos que comandam a Segurança Pública em nosso Estado, que é o equilíbrio entre o saber elogiar as boas ações, saber cobrar e punir as falhas ou desvios de conduta que venham a ocorrer e sempre investir no treinamento e capacitação dos profissionais para diminuir cada vez mais as falhas ou excessos nas ações da polícia.

O que percebemos hoje ao conversarmos com os policiais é a desmotivação de uma boa parcela da tropa que não se sente motivada em muitos casos a dar o máximo de si por não se sentirem apoiados pelos seus superiores.

E em muitas conversas demonstram que o que sentem, é que se trabalharem bem, alguém colherá os “louros”, mas que se ocorrer uma pequena falha na ação, irão arcar sozinhos e serão cobrados duramente.

Isso não significa dizer que querem “proteção”, mas sim que querem reconhecimento e uma ação efetiva dos superiores para que com isenção, não os acusem indevidamente até que seja definido legalmente se estão certos ou errados.

Com essa simples mudança de postura, a população irá sentir uma grande melhora na atuação dos policiais que estão diuturnamente nas ruas expondo suas vidas em prol de nossa sociedade.

E afirmo isso com base em mais de trinta anos de atuação direta na atividade operacional da Polícia Militar do Paraná e sempre em contato direto com a tropa.

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