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O que até a pouco tempo, era algo comum e realizado com a maior tranquilidade, passou nos últimos anos a ser uma ação que tem que ser planejada para não ocorrer nenhum imprevisto. Principalmente para as pessoas da terceira idade e em especial as mulheres, que passaram a ser vitimas de roubos durante suas caminhadas, independente do horário, já que os assaltantes não se escondem mais da polícia, não tem mais medo de serem vistos ou que alguém presencie seus atos criminosos.

Semana passada uma senhora estava caminhando nas proximidades de seu apartamento no bairro Água Verde, quando alguns adolescentes a cercaram e lhe roubaram. A mesma amedrontada voltou para casa e nem registrou a ocorrência, pois um dos assaltantes deveria ter uns 10 anos de idade, e a mesma sabe que contra os menores de idade a lei é ineficaz e que no final só ia se aborrecer e perder seu tempo e nada ia acontecer, ninguém seria apreendido ou responsabilizado, pois com certeza seriam considerados “vitimas da sociedade”, mas o que não podemos mais aceitar é que as verdadeiras vitimas sejam a cada dia que passa reféns do medo e da insegurança.

Um simples passeio hoje para muitas senhoras é quase uma “operação de guerra”, onde em muitos casos filhos tem que as acompanhar ou combinarem para andarem em grupo e dessa forma tentar aumentar as suas seguranças.

E as que têm um cachorrinho e os querem levar para passear, também estão amedrontadas, pois também já virou “moda” entre os marginais roubar os cachorros de seus proprietários e depois pedir resgate para devolvê-los ou simplesmente os vendem sem se importarem com o sofrimento que causam não só nas vitimas, mas também nos animais que são maltratados e tratados apenas como objetos de venda ou troca.

Sempre bato na mesma tecla. A lei tem que ser feita e usada para defender o cidadão de bem e não para proteger os marginais. O Estado deve assumir a sua responsabilidade de melhor formar o cidadão, mas não simplesmente se esconder atrás de discursos vazios e desculpas esfarrapadas.

Temos que cobrar com mais firmeza os direitos que temos, começando pelo simples direito de poder andar sem medo pelas ruas de nossa cidade.

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