kittyKitty Genovese foi esfaqueada até a morte em 1964

Também conhecido como efeito espectador, foi descrito em 1964, quando uma mulher estadunidense, conhecida como Kitty Genovese foi esfaqueada até a morte próxima a sua casa em Kew Gardens no Queens em Nova York.

As circunstâncias de sua morte e a aparente reação ou a falta dela pelos vizinhos, relatados num artigo de jornal publicado duas semanas depois, instigaram investigações do fenômeno psicológico também descrito como “responsabilidade difusa” ou “síndrome Genovese”.

Porque relatei esse caso?

Porque infelizmente a cada dia que passa as pessoas estão se tornando mais individualistas e se fechando num mundo onde o que ocorre ao lado não lhe importa.

É difícil numa situação de risco alguém querer se envolver, quer seja porque tem medo de acabar se tornando vítima e em muitos casos porque considera que não conhecendo a pessoa que está em risco, o problema não é seu.

E essa postura acaba fortalecendo a postura dos marginais, que cientes de que ninguém vai intervir durante o cometimento de seus crimes, agem cada vez mais, com mais audácia e violência.

Para revertermos essa postura por parte da sociedade, primeiro o Estado vai ter que fazer a sua parte e melhorar o desempenho da segurança, pois é uma vergonha uma cidade como Curitiba, ter apenas duas delegacias de plantão no período noturno e nos finais de semana, em uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes.

Com que argumentação poderemos pedir uma postura mais colaborativa do cidadão, se ele mesmo é uma vitima em potencial pela falta de segurança em que vivemos e sabendo que se ele for tentar ajudar alguém, com certeza não chegará em menos de uma hora uma viatura para lhe prestar o socorro também.

Não porque os policiais não trabalham, mas porque não há policiais em número suficiente para atender a demanda e quando há policiais, não há viaturas para eles poderem trabalhar.

“Nunca esqueçam PREVENIR é sempre o melhor remédio. Para ver outras matérias, acesse www.coronelcosta.com.br