Confrontos no Rio

Recentemente li um texto de um policial do Rio de janeiro que reflete a realidade da Segurança Púbica em todo o nosso Brasil.

É a famosa operação POMBO.

Em metáfora, numa praça, vários pombos defecam pelo chão e a comunidade reclama da sujeira causada, mas não permite o sacrifício dos animais, mas querem uma solução. Então você corre batendo palmas, o barulho assusta os pombos e ele voam para outro lugar, voam e pousam na praça mais próxima e lá começam a defecar e causar a mesma sujeira. Passa-se o tempo, quando aquela outra comunidade reclama da sujeira em sua praça, mas também não permite o sacrifício dos animais, então, você bate palmas novamente eles levantam voo e retornam defecando e sujando a mesma praça anterior.

E assim vai a nossa segurança pública

Infelizmente a falta de comprometimento com o que é sério faz com que a todos tenham que conviver com uma insegurança a cada dia mais violenta.

Todos querem que a polícia faça o seu trabalho, as desde que não seja contra os seus interesses.

Quando um policial está fazendo uma operação de fiscalização no trânsito, o cidadão ao ser abordado, por mais que não fale pensa “porque esse policial não vai prender bandido”, quando na realidade a lei deve ser igual para todos.

Ao verem um confronto pela televisão comenta-se, “cadê a polícia que não prende esses bandidos? ”

Mas não se perguntam ou cobram de quem de direito, o porquê marginais presos continuam comandando o crime de dentro dos presídios depois de presos pela Polícia, ou porque o Ministério Público e o Poder Judiciário libertam presos por falta de vagas ou deixam de oferecer denúncias por achar que responsáveis por crimes menos violentos não devam ser processados.

Mas são esses criminosos que ao voltarem para as ruas tem a convicção de que o crime compensa, e quem cometeu um crime que hoje foi considerado “leve” e liberado sem nenhuma penalização, serão os mesmos que estarão cometendo homicídios, pois com certeza irão “crescer” no mundo do crime e se tornarão mais e mais violentos por contarem sempre com a impunidade e a complacência da justiça.

Assim como no Rio, vemos os governantes mudando a denominação da Rocinha, antes favela, depois batizada de comunidade e recentemente elevada à categoria de bairro, como se a mudança do nome fosse resolver o problema.

Os velhos discursos, “nosso serviço de inteligência…”; ” a ação será controlada…”, “…já tínhamos conhecimento, mas….”, não convencem mais.

Por isso sempre reafirmo, a responsabilidade é de todos, o cidadão não tem a obrigação e se armar e sair prendendo bandidos, mas tem o voto em sua mão para escolher os que irão ser os nossos representantes e mudar a legislação e melhor gerir as cidades, os Estados e nosso país.

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