Diariamente assistimos cenas de violência, através da imprensa, das redes sociais ou pessoalmente.

E o que fazer se isso ocorrer comigo?

Essa é a pergunta que muitas pessoas se fazem diariamente. E a única resposta que posso dar é NÃO REAJA e procure manter a calma.

Sei que na maioria das vezes a vontade que se tem, é reagir e tentar proteger aquilo que se conquistou com muito trabalho e dedicação, mas não se pode esquecer que quem está cometendo o crime, sempre estará em vantagem, pois:

* O assaltante, não tem nada a perder, já você tem;
* O assaltante deve ter um cumplice lhe dando cobertura, você estará geralmente sozinho;
* Ele deve estar armado e você não:

* Você tem escrúpulos, ele não tem nenhum.
* Se o assaltante for menor de idade e você o agredir, pode ainda ser processado por agredir uma “criança” e se tornar o “vilão” da história;
*  O assaltante não tem endereço fixo e a polícia não vai mais encontra-lo para responder ao processo, já você tem endereço fixo e trabalho e será chamado várias vezes para ir até a delegacia prestar depoimentos e no final, nada deve acontecer;
* Se o assaltante for preso, em poucas horas ou no máximo dias estará solto novamente;

Isso que relatei parece uma situação extrema, mas infelizmente é a realidade cotidiana de muitas pessoas que são vitimas da violência e que apesar da indignação e revolta, tem que usar de toda sua calma para não acabarem como mais uma “estatística” nos relatórios policiais, pois ao se reagir o risco de ser ferido ou até mesmo morto é muito grande.

A impunidade, que beneficia os marginais, através de uma legislação “fraca” e cheia de brechas, aliada ao “falso moralismo” de muitas pessoas que estão no poder e que são os únicos que podem fazer algo para mudar essa realidade, mas que se calam com medo de perderem os votos de seus eleitores caso venham a tomarem atitudes que possam vir a afrontar segmentos da sociedade que ainda acham que o crime é apenas consequência da desigualdade social, mas que também, não fazem nada a não ser reclamar e em muitos casos de beneficiar dessa anarquia, que a cada dia, está mais presente em nossas cidades.

Mas independente da falta de credibilidade no sistema, todos que forem vitimas de um assalto ou qualquer tipo de ação criminosa, devem registrar um Boletim de Ocorrência em uma Delegacia, pois essa é única forma que o cidadão tem para mostrar para os governantes que a situação está cada dia mais critica e a cada crime que não é registrado ajudamos a mascarar o aumento da violência.

Por isso nunca esqueçam, PREVENIR é sempre o melhor remédio.

* O Coronel Jorge Costa Filho é consultor em segurança. Formado em Administração de Empresas, tem doutorado em Segurança Pública. Profissional experiente, já comandou a Polícia Militar em Curitiba