Para nós curitibanos, a COPA DO MUNDO chegou ao final, agora vamos acompanhar a distância, já que não teremos mais jogos na Arena da Baixada e a Seleção da Espanha foi eliminada e também já foi embora.

Para a população como um todo, não há muito que comemorar, pois os investimentos realizados foram na pratica projetos que já deviam ter sido executados, ou seja, falta de planejamento dos nossos governantes e os investimentos que realmente poderiam trazer uma boa melhoria na qualidade de vida não foram realizados.

Com relação especial à Segurança Pública, a melhora é inexpressiva, pois o efetivo mostrado durante os jogos eram em boa parte de policiais militares em formação no interior do Estado, onde para se atender a necessidade da COPA simplesmente se movimentou o efetivo e agora com o término, voltam para as suas cidades de origem.

E as viaturas que circularam em Curitiba nesse período em grande número por nossa cidade, muitas delas também não eram daqui, foram trazidas de outras cidades e da mesma forma já retornaram para suas cidades de origem.

A comunicação utilizada tanto pela PM como pela PC estão obsoletas e o Estado não aproveitou os recursos destinados para COPA em investimentos nessa área.

É inconcebível que uma cidade com 2 milhões de habitantes, tenha em seu período noturno apenas duas delegacias para atender a toda à população, fazendo com que essa infra estrutura disponibilizada para os que necessitem registrar uma ocorrência se sintam desestimulados, o que acaba fazendo com que muitos desistam de formalizar o ocorrido e assim “mascarando” os índices de criminalidade .

E o maior reflexo dessa falta de comprometimento, foi a postura de nossos governantes ao terem aceitado a pressão da FIFA e liberado o consumo de bebidas alcoólicas no interior dos estádios durantes os jogos do mundial, ação essa que veio a acarretar vários transtornos, não só aqui, mas em todas as cidades sedes.

Parece insipiente, mas são nesses momentos que percebemos os quão comprometidos estão nossos representantes legais e essa falta de postura é o que vemos refletido na estrutura e nos investimentos realizados na segurança da nossa população, onde sempre se procura adotar medidas paliativas, mas nunca posições firmes e definitivas que possam resultar num aumento da segurança e consequentemente uma melhora na qualidade de vida daqueles que dependem do Estado para lhes prover o que lhes é de direito.

Esperemos que daqui para frente nossos governantes procurem adotar o padrão FIFA não só nos estádios, mas em todos os investimentos realizados.

Se tiverem alguma dúvida ou alguma pergunta, as encaminhem para o meu e-mail[email protected]

* O Coronel Jorge Costa Filho é consultor em segurança. Formado em Administração de Empresas, tem doutorado em Segurança Pública. Profissional experiente, já comandou a Polícia Militar em Curitiba