Todos nós ainda estamos estarrecidos com o episódio que resultou na morte de uma adolescente no bairro Santa Cândia durante um assalto.

A pergunta que todos fazem é! Porque a Polícia matou a adolescente e não prendeu os ladrões?

Essa é uma pergunta, que independente da resposta, não trará à vida a adolescente.

Mas o que podemos responder é o que muitos se indagam. Foi correta a ação dos policiais que estavam almoçando, e a paisana, saírem em perseguição aos assaltantes?

Sim, a postura dos policiais foi correta, pois todo policial independente de estar de folga ou de serviço, tem a obrigação de ao constatar um ato delituoso, agir em defesa da sociedade.

Nesse caso, não podemos nos antecipar sobre as responsabilidades, pois as mesmas devem ser definidas ao final do processo e com certeza a sociedade terá as respostas, às suas indagações.

O que devemos aproveitar nesse momento é a oportunidade de cobrar dos órgãos de Segurança Pública, para reveja e corrija as falhas que possam estar ocorrendo, tanto na formação como nas instruções de manutenção que os policiais recebem.

É fundamental que o Estado aumente os recursos disponibilizados para que os policiais possam ter realmente um treinamento adequado e constante, principalmente no que se refere às instruções de tiro e abordagens.

Muitos policiais após serem formados não recebem adequadamente e constantemente instruções de manutenção, ou seja, não fazem periodicamente treinamento de tiro ou de técnicas de abordagem o que é fundamental para quem tem em uma pistola o instrumento de seu trabalho diário e realizam abordagens em todos os turnos de serviço.

Mas infelizmente no final do processo, se comprovar que o disparo fatal foi proveniente da arma de um policial, com certeza ele será processado e responderá por suas ações, mas os responsáveis pelo seu treinamento ou pela sua falta de treinamento continuarão incólumes, encastelados em suas funções administrativas e burocráticas, pois a sociedade só cobra a falha da ação, mas ninguém cobra daqueles que deveriam ser os responsáveis pela capacitação do policial, que diuturnamente expõe sua vida em prol da sociedade.

Assim só podemos lamentar a perda de uma vida inocente e torcer para que novos episódios como esse não venham a se repetir, mas com a certeza de que realmente foi uma fatalidade.

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* O Coronel Jorge Costa Filho é consultor em segurança. Formado em Administração de Empresas, tem doutorado em Segurança Pública. Profissional experiente, já comandou a Polícia Militar em Curitiba