Democracia – É o governo do Povo pelo Povo e para o Povo.

Anarquia – Hoje é sinônimo de caos e posturas contrárias à ordem e as leis.

Porque essa comparação? Simplesmente porque a anarquia é o que mais presenciamos em nosso cotidiano.

O Brasil é um dos países que mais “produz” leis, normas, portarias, regulamentos, etc…, porém, de que adiantam termos tantas “leis” se não há fiscalização e as mesmas não são colocadas em prática, quer seja por falta de estrutura, de vontade ou por interesses contrários dos que seriam prejudicados se as mesmas fossem aplicadas e cobradas.

É só olharmos para a Segurança Pública em nosso país. De nada adianta a população ficar cobrando aumento de efetivos nas policias, pois mesmo que aumentássemos em 1.000%, a criminalidade não teria uma redução muito impactante, pois nossa legislação hoje está direcionada para manter os marginais fora das cadeias.

Se a legislação existente tivesse menos brechas legais para estimular a impunidade, os policiais existentes com certeza deixariam nossa sociedade mais segura.

Até a alguns anos atrás quando uma pessoa era presa, ela tinha vergonha e tentava ao máximo não se expor, mas hoje ao ser preso o marginal faz questão de aparecer, dar entrevista, pois quer ser “famoso” entre seus pares e como tem consciência de que em pouco tempo estará novamente livre, poderá aproveitar a “fama obtida com sua ação criminosa”.

A cada dia que passa os adolescentes e até crianças estão entrando mais cedo no mundo do crime e nada está sendo feito para corrigir essa tendência. Não há programas de acompanhamento e muito menos ações que visem demonstrar aos novos “marginais” que o crime não compensa, muito pelo contrário, todos os dias eles são estimulados a entrar no “mundo” da marginalidade, pois recebem informações da impunidade de seus amigos que cometeram crimes e mesmo que autuados em flagrante em poucas horas ou dias estão novamente livres para cometerem novos crimes.

Os criminosos com mais de 18 anos a cada dia recrutam mais menores de idade para que em caso de prisão possam esses assumir principalmente o porte da arma que estiver com o grupo, os liberando assim de uma responsabilização penal e como a criança ou o adolescente tem um “tratamento” diferenciado serão apreendidos, pois nem presos podem ser, apenas apreendidos. Não sou a favor do aumento das prisões, mas se fosse feito uma ação mais eficaz com o intuito de tentar demonstrar que o crime não compensa, certamente teríamos menos jovens reincidindo em ações delituosas.

É comum vermos nos noticiários adolescentes que já tiveram dezenas de apreensões e que são responsáveis por diversos crimes, inclusive homicídios e que continuam livres sem nenhum tipo de acompanhamento ou trabalho visando tirá-los desse “mundo da marginalidade”.

Que futuro, podemos esperar se não investirmos na formação de nossos jovens?

Estamos em um ano eleitoral e esse é o momento e a oportunidade que a sociedade tem para avaliar e reavaliar os seus candidatos e escolher pessoas sérias e competentes para nos representar e assim tentar mudar essa nossa triste realidade. Não adianta dizer que não vai votar, pois essa postura só irá facilitar a vida dos maus políticos. A sociedade tem que votar, mas com consciência e responsabilidade.

Se tiver alguma dúvida ou alguma pergunta, mande para o meu e-mail[email protected]

* O Coronel Jorge Costa Filho é consultor em segurança. Formado em Administração de Empresas, tem doutorado em Segurança Pública. Profissional experiente, já comandou a Polícia Militar em Curitiba