O que se comenta nos últimos dias é sobre a liberação ou não de bebidas alcoólicas nos estádios e as opiniões dos que são a favor e dos que são contra.

Antes de entrar no mérito legal, devemos analisar o perfil dos que são contra e dos que são a favor.

A favor da liberação temos uma boa parcela da sociedade que gosta de esportes, de ir a jogos de futebol e confraternizar com os amigos.

sliderbebidasContra a liberação, temos os que por questões religiosas são contra o consumo de bebidas alcoólicas em qualquer lugar; os que não gostam de futebol e nem vão a estádios, mas por questões ideológicas são contra; o Ministério Público porque sabe que com as leis que temos em nosso país, estão de mãos atadas e não tem poder para responsabilizar os infratores que cometem algum tipo de contravenção independente da boa vontade que possam ter ao analisar o processo onde os mesmos estão citados; a Polícia Militar e a Polícia Civil, porque sabem que da mesma forma que o Ministério público, são reféns de leis cheias de brechas e recursos onde os direitos são muitos e as responsabilidades são quase nulas para quem se embriaga e comete algum tipo de ato infracional ou até mesmo um crime no interior dos estádios e que independente da atuação firme e correta, no outro jogo os mesmos delinquentes estarão novamente nos estádios.

Os que defendem a manutenção da proibição se embasam em dados que dizem ter diminuído em 60% o índice de ocorrências depois da proibição, mas o que ninguém analisou ou citou foi que essa diminuição do número de ocorrências não foi pelo não consumo de bebidas alcoólicas no interior dos estádios, mas sim porque depois do estatuto do torcedor os clubes passaram a ser responsabilizados pela conduta de seus torcedores e com isso tanto os clubes como os próprios torcedores passaram a identificar quem comete algo que possa prejudicar o time, ou seja, o que reduziu o número de ocorrências foi o “medo” de ser discriminado pelos próprios torcedores.

Mas como o Estado é incapaz de propiciar tal “medo”, pois os torcedores não tem medo da lei, muito menos da justiça, pois sabem que mesmo que sejam detidos ou presos e autuados, em poucos minutos, ou no máximo em algumas horas estarão liberados e depois de um processo que pode até prescrever por falta de estrutura e se ao final, mesmo se condenados terão suas penas convertidas em penas acessórias, ou simplificando, sairão impunes.

Para resumir, como é comum em nosso país, usamos sempre a mesma tática “matamos o elefante para matar a pulga”, assim em vez de cobrarmos e responsabilizarmos quem faz algo errado é mais prático e conveniente penalizar a sociedade.

Por isso nunca esqueçam, PREVENIR é sempre o melhor remédio.

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