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Mais uma vez acompanhamos os noticiários mostrando cenas de violência, onde um adolescente discutiu em uma festa de igreja, ficou nervoso, pegou o carro como se ele fosse uma arma o usou para descarregar sua raiva, mas ao virar uma curva se deparou com crianças brincando e atropelou, matou uma criança de oito anos e fugiu sem prestar socorro.

Esperou passar as 48 horas prevista na lei para se apresentar em uma delegacia e agora vai responder em liberdade enquanto os pais da criança choram seu a perda do filho.

Da mesma forma vimos outra criança de 14 anos que sofria de bullying atar colegas de classe.

A lei é para ser cumprida e isso não se discute, mas não posso deixar de expressar meu descontentamento com nossa legislação.

Independente da lei dizer que se o autor não for preso em quarenta e oito horas após o crime, tem o direito de responder em liberdade, mas deveria sim uma análise do juiz avaliar se a conduta do autor faz necessário ou não que o mesmo tenha sua prisão decretada e ou que seja estipulada uma fiança para que possa ter o direito de responder em liberdade, mas não as fianças que hoje são estipuladas e que tem valores ridículos se comparados com os crimes cometidos.

Com relação à criança que cometeu os crimes em Goiânia, não quero entrar no mérito do que o levou a cometer esses assassinatos, mas sim a legislação que para duas mortes e quatro feridos estipula uma pena de 45 dias, e pela legislação a pena máxima de 3 anos de reclusão.

E da mesma forma vemos quase que diariamente pela televisão ou pelas redes sociais cenas de guerra onde a polícia apreende fuzis e que àqueles que os portavam tem penas decretadas pela justiça, isso depois de vários anos de duração dos processos que são “empurrados com a barriga” como se diz popularmente, e as panas são iguais para quem foi preso com um revólver.

Isso é inaceitável, a lei deveria ser mais enérgica com os crimes mais graves e mais branda para com os crimes mais leves, mas infelizmente nossas leis foram feitas para punir o cidadão de bem e beneficiar os marginais.

Mas nunca esqueçam que PREVENIR é sempre o melhor remédio.

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