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Em virtude das políticas públicas adotadas pelo governo do país, além das condições climáticas favoráveis, a mudança e os avanços dos últimos 66 anos, a Costa Rica chega a 97,1% da utilização de energia renovável. Obviamente que as chuvas contribuem, mas o importante é o investimento feito ao longo dos anos para que a redução do impacto ambiental seja baixa para a preservação do Planeta.

Alem disto, 99,43% das residências costa-riquenhas possuem energia elétrica, o que é altamente positivo. Se compararmos com o Brasil, além do numero reduzido de residências alcançadas, as políticas publicas adotadas neste sentido são pífias. Não basta um bom projeto ou lei, não basta inovação, é preciso de atitude, de políticas publicas de grande impacto para que a redução do custo da energia seja altamente favorável ao planeta. Alem do setor industrial que pode, com u m custo mais baixo, aumentar a sua capacidade competitiva.

Não basta termos a Usina Hidroelétrica de Itaipu ou ate mesmo Belo Monte. É preciso haver o investimento e incentivo das energias eólicas e solares, com redução de impostos. Desta forma é possível que o Brasil possua um custo menor tanto para a indústria, a população de forma geral, além do setor público que pode e muito reduzir os custos. É preciso seguir o bom exemplo de Costa Rica, um país relativamente pequeno em relação ao Brasil, mais que é muito maior nas políticas publicas adotadas em favor do desenvolvimento sustentável.

* Evandro Razzoto é professor da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), consultor e palestrante ambiental. Além disso, escreveu o livro Eco Sustentabilidade: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável, em que fala principalmente sobre como conciliar os três pilares da sustentabilidade (crescimento econômico, responsabilidade social e preservação ambiental) na gestão e marketing das empresas.