Chegamos em 2014 e as notícias de enchentes, deslizamentos e tantas outras catástrofes naturais deixam um alerta. Mas o que se faz a respeito? Acredito que as mortes em decorrência de fatores ambientais são maiores do que em decorrência de guerras. E o que estamos fazendo para amenizar tudo isto?

furacao-haiyan-060114-bandabTufão Haiyan deixou rastro de destruição em áreas que se recuperavam de terremoto registrado em outubro. (Foto: PMA/ONU)

O custo econômico das catástrofes naturais e de origem humana em 2013 alcançará US$ 130 bilhões de dólares, segundo uma estimativa da resseguradora Swiss Re. O valor é inferior ao de 2012, que foi de US$ 196 bilhões, em especial pela passagem do furacão Sandy e a seca nos Estados Unidos. No total, 25 mil pessoas morreram no mundo em 2013 em consequência das catástrofes, incluindo o devastador tufão Haiyan nas Filipinas, que matou pelo menos 7 mil pessoas e foi o acontecimento mais grave do ano.

O ano de 2013 também foi marcado por inundações na Europa central e do leste em junho, assim como na província canadense de Alberta, no mesmo mês. As seguradoras cobrirão danos de US$ 44 bilhões, em sua maior parte relacionados com as inundações, um valor bastante inferior ao de 2012, quando pagaram US$ 81 bilhões. A Swiss Re publica tradicionalmente em dezembro uma estimativa do custo econômico das catástrofes do ano. A estimativa é seguida em março pela divulgação dos números definitivos.

E no Brasil não é diferente. É preciso que o governo, a sociedade se una em prol de uma mudança de comportamento, atitude e ações efetivas para reduzir os impactos ambientais. Especialmente no fim de Dezembro e Janeiro vemos todos os dias notícias de deslizamentos, enchentes e tantos outros transtornos em nosso país. Precisamos,além de torcer, ter atitude,cobrar das autoridades de forma efetiva.

Meu desejo de que este ano seja sustentável a todos, acompanhado de muita paz, saúde, alegria e amor.

*  Evandro Razzoto é professor da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), consultor e palestrante ambiental. Além disso, escreveu o livro Eco Sustentabilidade: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável, em que fala principalmente sobre como conciliar os três pilares da sustentabilidade (crescimento econômico, responsabilidade social e preservação ambiental) na gestão e marketing das empresas