Muito se fala em fome no mundo. Em como podemos alimentar as pessoas.A miséria é pauta na ONU, Organização das Nações Unidas em como eliminarmos o desperdício, em como alimentarmos a população mundial e em como distribuir melhor a renda e qualidade de vida. O mundo possui mais de 6 bilhões de habitantes. Segundo estudos, temos capacidade de alimentar apenas 5 bilhões de pessoas. E no Brasil não é diferente. Temos grandes problemas a serem resolvidos. Mas como isto é possível? Com algumas dicas podemos melhorar este cenário.

alimentoSegundo a FAO, a crescente população mundial poderia ser alimentada, se um terço dos alimentos produzidos não fosse desperdiçado. A organização calcula que o desperdício de alimentos responde por emissões de 3,3 gigatoneladas de dióxido de carbono e por um consumo de água equivalente a três vezes o volume do Lago de Genebra, ampliando os danos à biodiversidade causados pelo cultivo de uma única cultura.

O custo econômico direto dos produtos agrícolas jogados fora, excluindo frutos do mar, é de US$ 750 bilhões por ano, quando medido com base nos preços de atacado, estima a entidade.

O relatório mostrou, ainda, que a atividade agrícola na América Latina é a mais ineficiente na comparação com outras regiões do mundo, enquanto os consumidores da Europa e da América do Norte foram apontados como os que mais desperdiçam alimentos.  Por outro lado, o levantamento feito pela organização revelou que quase nada é desperdiçado pelos consumidores africanos, mas os problemas crônicos nos processos de manuseio pós colheita no continente são quatro vezes mais propensos a provocar perdas.

De acordo com a FAO, a Ásia industrializada é a região que mais contribui para o desperdício de alimentos e a emissão de carbono envolvendo a produção de itens não consumidos. A Europa responde por cerca de 16% de cada, enquanto América do Norte e Oceania representam 9% de cada. A entidade informou que a agricultura é responsável por cerca de um terço do desperdício de alimentos e os consumidores são culpados por quase 40% do excesso de emissões de carbono.

Por isso, a FAO pediu a governos e empresas envolvidas no fornecimento de produtos alimentícios que melhorem sua auditoria sobre o desperdício. Conforme a organização, as soluções devem variar de acordo com as regiões e os produtos. Em alguns casos, o excedente produzido poderia ser melhor destinado a famílias necessitadas e, em outros, seria melhor não produzir tanto.

Esta notícia cai como uma bomba no mundo.De um lado a fome intensa, de outro,o desperdício. É preciso buscar o equilíbrio, é necessário que haja uma reeducação alimentar. Não é a toa que a popoluação mundia esta cada vez mais obesa.No Brasil ,em algumas capitais,o índice chega a mais de 50% de obesos.Os fast foods estão sendo cada vez mais frequentados. Meu desejo de conscientização a todos nós, em busca de uma vida saudável e com redução no desperdício de alimentos.

* Evandro Razzoto é professor da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), consultor e palestrante ambiental. Além disso, escreveu o livro Eco Sustentabilidade: Dicas para tornar você e sua empresa sustentável, em que fala principalmente sobre como conciliar os três pilares da sustentabilidade (crescimento econômico, responsabilidade social e preservação ambiental) na gestão e marketing das empresas.