Target, supermercado dos EUA – Divulgação

Não sei se você leu o texto ou se lembra, mas eu e meu marido moramos e trabalhamos online nos EUA durante 3 meses, e durante esse período a gente viveu lá com direito a lavar, passar e limpar mesmo. E claro o supermercado era nosso melhor amigo de pelo menos 2 vezes por semana (comer fora é divertido, mas em dólar e 3 vezes ao dia não dava para nós rsrsrs…).

Portanto visitamos os supermarkets americanos algumas dezenas de vezes, e claro que eu, movida pelo aprendizado, ficava observando tudo que era possível de aprender daquela experiência.

Vamos começar pelos gigantes Walmart e Target que são muito mais que vendedores de alimentos.

A estratégia do Walmart é bem clara: investem no melhor preço e na diversidade de produtos – e como a gente também tem a rede aqui no Brasil você pode conferir pessoalmente que eles não se importam muito com o visual, mas trabalham com o conceito de ser o mais barato, cobrir ofertas, e lá você encontra de um tudo (meias, roupas, louças, eletrônicos, objetos de decoração, brinquedos, celulares e até arroz e feijão rsrs). Isso rendeu a eles uma forte penetração de mercado pelo mundo. Eles têm um poder de barganha absurdo com os fornecedores em função de seu tamanho, então se você é pequeno ou pretende começar pequeno, esses não são caminhos muito indicados a se escolher.

A rede Target na minha visão é um Walmart de bem mais luxuoso (espero que ninguém se chateie com a expressão), eles usam da mesma estratégia de serem quase um shopping, mas tem especial cuidado com a loja, a limpeza, a beleza e o espaço. É bem fácil perder uma tarde por lá, e se encontra realmente tudo, principalmente um monte de coisas que não precisamos, e como é tudo bonito, dá vontade (foi necessário ser forte para não comprar um maravilhoso porta-cartas dourado – ainda lembro dele). Eles até falam em preço, mas trabalham muito mais com a experiência dentro da loja, com a beleza e com a diversidade de produtos que você encontra toda disponível em um lugar só.

Lá tem ainda o Whole Foods que foca nos alimentos naturais, especiais e orgânicos, e o Trader Joe’s que segue a mesma linha segmentada, sendo mais barato que o concorrente, e que tem coisas que você só encontra lá. Na minha visão eles tem uma linha bem similar e a grande lição que podemos tirar deles é: nicho.

Ambos atraem uma fatia de mercado com exigências, gostos e necessidades específicos, e com isso escolhem suas linhas de produtos e até mesmo as embalagens das lojas para atender esse público. Isso faz com que sejam referência quando se fala em alimentação natural e diferenciada, sustentabilidade e orgânicos. Essa estratégia de ser especialista pode ser um excelente caminho, pois permite atender com mais qualidade e especificidade, gerando confiança na marca e a fidelidade dos clientes.

O Save a Lot (tradução livre: economize muito), que conhecemos pouco, pois não tinha tantas lojas, mas que pareceu mais modesto e com bem menos movimento que os outros. Ele é realmente cheio de barganhas. Assim que entramos na loja tinham uvas por 1 dólar a libra (bemmm barato até para os padrões do Walmart), também tinha na loja vários outros produtos a 1 dólar, novamente uma estratégia de preços.

No Save a Lot não havia uma preocupação com a marca dos produtos, não encontramos quase nada do que víamos nos outros. Seria o equivalente a um mercado menor de bairro, mas com foco em produtos baratos, pouco conhecidos e grandes descontos. Tenho que dizer que não apostaria minhas fichas nessa estratégia, pois quem pelo desconto vem pelo desconto vai embora (minha humilde opinião, amigo leitor).

Publix, que sem dúvidas nos chamava a atenção pelo cheirinho e delícias da sua panificadora e das comidinhas prontas (é sério, o pão deles é o melhor que comemos nos EUA e eles ainda tem uma tal pata de urso com amêndoas que é, como dizia minha avó, “dos deuses”). Eles não tinham o melhor preço, nem grande diversidade, também não vendem especificamente para a nova alimentação, mas em compensação o atendimento é SURPREENDENTE, a panificadora e as comidas prontas eram realmente padrão A, e o mix de produtos atende o dia a dia e até algumas emergências como a área de flores e balões para aniversários e ocasiões especiais. Ou seja, se especializaram e se comprometeram em ser bons no que decidiram ser bons, e a gente percebe isso quando entra numa loja deles. Gosto disso.

Daria para escrever muito mais detalhes sobre cada um deles e as experiências que nos ensinaram, mas acredito que para hoje já falei bastante sobre o assunto. E espero que você possa tirar daqui reflexões úteis para seu negócio e sua vida.

E que tal uma pergunta da sua coach? Lá vai…

Qual a sua estratégia?

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