Fonte Educador Brasil Escola – UOL

Para todos os pais a emissão das primeiras palavras de seu filho é aguardada com ansiedade. Logo que passa a estabelecer diálogo com pedidos e respostas, todos a compreendem melhor e passam a valorizar ainda mais suas manifestações de fala e linguagem.

Tudo vai bem até que, por volta dos 3 anos, algumas crianças passam a gaguejar. Esses sintomas se manifestam por meio de repetições e prolongamentos de sílabas ou hesitações (um tempo maior para começar a falar) que prejudicam a fluência e influenciam na transmissão suave e natural da mensagem.

Segundo especialistas, nesse período as crianças começam a formar frases e essa organização mais difícil exige muito delas. É normal esquecer algumas palavras e até demonstrar certa insegurança em se expressar socialmente.

Os sinais da gagueira devem passar por volta dos 4 anos de idade e se persistir, tanto a escola, quanto o médico pediatra podem realizar o encaminhamento para o diagnóstico e tratamento fonoaudiológicos.

Importante chamar atenção para o fato de que a criança não tem controle da fala nessa fase. Pensar, respirar, movimentar os órgãos da fala são tarefas que exige certa maturidade e prática para serem executados. Pedir que “pare, respire, fale de novo ou fique mais calmo” não são positivos, pois podem provocar angústia e ansiedade. Sentir-se pressionada pode aumentar os sintomas e torná-los patológicos.

Dicas:

· Seja um bom modelo de fala, portanto, fale devagar e claramente.

· Ao invés de fazer perguntas, faça comentários sobre o que seu filho disse, mostrando que você está prestando atenção.

· Reserve alguns minutos, todos os dias, para dar atenção ao seu filho. Deixe que ele escolha o que gostaria de fazer. Permita que ele dirija as atividades, decidindo se quer falar ou não.

· Para as crianças, principalmente para as que gaguejam, é mais fácil falar quando há poucas interrupções e quando tem a atenção do ouvinte.

· Ouvir com antenção, promover experiências agradáveis de fala, auxiliar a criança a expressar seus sentimentos.

· Tocar a criança, acolhê-la. ·

Fonte: 7 Ways to Help the Child Who Stutters Autores: Barry Guitar & Edward G. Conture Tradução: Ignês Maia Ribeiro. Revisão: Sandra Merlo.

SUGESTÃO DE LEITURA: Site da ABRA – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAGUEIRA

*Sobre o blog:

O Blog Cotidiano em foco é feito pela equipe da INTEGRALLE formada pelas profissionais :

Ana Valéria Souza
Fonoaudióloga
CRFa 7370-PR
Formada pela PUC-PR
Fonoaudióloga Clínica desde 2000 atuando com intervenção nos distúrbios da comunicação.
Fonoaudióloga Educacional desde 2008 desenvolvendo projetos de prevenção, triagens, formação de professores e orientação aos pais.
Premiada pelo Sindicato das Escolas Particulares do Paraná pelo projeto “Crescendo e Aprendendo”(2015)

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Yasmine Hernandes David João
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Formada pela Universidade Positivo
Psicóloga clínica, trabalha com crianças e adolescentes.
Atua com transtornos geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou adolescência.

Marini Fussek
Fonoaudióloga
CRFª 4047
Especilista em Linguagem
Especialista em Distúrbios da Comunicação
Neuropsicopedagoga
Mestre em Educação
Fonoaudióloga clínica
Professora de Pós Graduação

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