• Por Yasmine Hernandes, psicóloga
Imagem ilustrativa – Reprodução redes

O primeiro contato da criança com o mundo se dá pela boca; é dessa forma que ela se comunica, mesmo ainda sem ter fala, aceita ou rejeita alimentos, sorri, chora, balbucia. Iniciam-se a exploração de objetos, para conhecimento das texturas, e consistências. Segundo Freud (1997) este momento é uma fase: a Fase Oral, na qual a zona erógena (sensação prazerosa) principal é a cavidade oral e os lábios.

Nessa fase, aparecem alguns sinais de agressividade, que deve ser considerada no âmbito social, ou seja, a criança precisa disputar seu espaço, criar estratégias de defesa, movimentos que fazem parte do desenvolvimento infantil. A agressividade, é elemento necessário, mas, em excesso pode ser prejudicial.

A mordida, é uma das primeiras manifestações agressivas. O ato de morder é uma via de experimentação do novo. Podemos pontuar como exemplo, a criança que ainda não adquiriu linguagem (verbal) ou não fala com tanta fluência poderá encontrar, pela mordida, a forma mais fácil de dizer alguma coisa.

Há diferentes formas desse ato se apresentar nos pequenos, há uma mordida esperada em certo momento do desenvolvimento. Mas há alguns casos mais crônicos e outros, que a criança fixa na mordida, aí será vista como sintoma (recurso que a criança utiliza para falar do que está sentindo.) Nesses casos, é extremamente importante, a maneira como o adulto faz a leitura do que a criança tenta demonstrar.

Simplificando, a mordida pode ter vários sentidos: conhecimento dos objetos, expressão das ansiedades ou angústias, pedidos de ajuda, descarrego de agitação, energia, pode ainda ser uma mudança de posição da criança de passiva para ativa.

Desta forma, os adultos, na maioria das vezes, querem que a criança pare de morder, pois precisam fazer com que os pequenos aprendam a conviver socialmente. No entanto, instrumentalizando a criança, ela poder mostrar isso de um outro jeito, o que será que ela quer mostrar com este ato? Esta é a primeira pergunta a fazer. (Venezian, Oliveira e Araujo, 2009).

*Sobre o blog:

O Blog Cotidiano em foco é feito pela equipe da INTEGRALLE formada pelas profissionais :

Ana Valéria Souza
Fonoaudióloga
CRFa 7370-PR
Formada pela PUC-PR
Fonoaudióloga Clínica desde 2000 atuando com intervenção nos distúrbios da comunicação.
Fonoaudióloga Educacional desde 2008 desenvolvendo projetos de prevenção, triagens, formação de professores e orientação aos pais.
Premiada pelo Sindicato das Escolas Particulares do Paraná pelo projeto “Crescendo e Aprendendo”(2015)

Profissionais da Integralle

Yasmine Hernandes David João
Psicóloga
CRP-08/24131
Formada pela Universidade Positivo
Psicóloga clínica, trabalha com crianças e adolescentes.
Atua com transtornos geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou adolescência.

Marini Fussek
Fonoaudióloga
CRFª 4047
Especilista em Linguagem
Especialista em Distúrbios da Comunicação
Neuropsicopedagoga
Mestre em Educação
Fonoaudióloga clínica
Professora de Pós Graduação

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