Ilustração do site psicoativo

É do conhecimento de todos que o cérebro comanda funções, envia comandos e repostas e, portanto, seu funcionamento determina nossas ações. Nenhuma tarefa pode ser considerada simples, contudo quando se trata de comunicação, podemos dizer que muitas associações mentais são necessárias. Para um bebê em fase inicial de desenvolvimento, a contribuição dos outros “falantes” ao seu redor é determinante para o ganho do vocabulário e habilidades sociais de linguagem. Mas, e quando somos adultos e por consequência de um trauma, acidente vascular cerebral, tumor ou doenças degenerativas, perdemos a capacidade de compreender ou expressar nossos desejos?

AFASIA pode ser caracterizada pela impossibilidade de articular palavras, fala lenta e realizada com dificuldade em “encontrar” palavras que possam compor um diálogo. Os sintomas aparecem como consequência de uma lesão cerebral, em áreas responsáveis pelas habilidades comunicativas. Também podem aparecer sintomas na leitura e na escrita, uma vez que os comandos para tais habilidades correspondem as mesmas áreas.

Existem diferentes tipos de Afasia e o diagnóstico deve ser realizado o quanto antes para que seja traçado um plano terapêutico eficiente que possa diminuir os prejuízos na comunicação. Uma equipe deve se responsabilizar por essa investigação, análise e tratamento: O médico neurologista, o fonoaudiólogo, psicólogo e demais profissionais da área de saúde devem atuar garantindo a assistência do paciente.

Ao Fonoaudiólogo cabe a (re) programação específica para cada caso por meio de tarefas linguísticas que busquem a plasticidade cerebral, ou seja, “abrir novos caminhos” cerebrais que possibilitem tornar as palavras disponíveis novamente. À família cabe a compreensão de que esse aprendizado exigirá esforço e paciência, porém mesmo em lesões de grandes extensões cerebrais a comunicação pode tornar-se satisfatória diante de um programa terapêutico frequente e eficiente.

*Sobre o blog:

O Blog Cotidiano em foco é feito pela equipe da INTEGRALLE formada pelas profissionais :

Ana Valéria Souza

Fonoaudióloga formada pela PUC-PR.
Fonoaudióloga Clínica desde 2000 atuando com intervenção nos distúrbios da comunicação. Fonoaudióloga Educacional desde 2008 desenvolvendo projetos de prevenção, triagens, formação de professores e orientação aos pais. Premiada pelo Sindicato das Escolas Particulares do Paraná pelo projeto “Crescendo e Aprendendo”(2015).
CRFa 7370-PR.

Marini Fussek

Fonoaudióloga, Especilista em Linguagem, Especialista em Distúrbios da Comunicação, Neuropsicopedagoga, Mestre em Educação, Fonoaudióloga clínica, Professora de Pós Graduação.
CRFª 4047.

Yasmine Hernandes David João

Psicóloga formada pela Universidade Positivo.
Psicóloga clínica, trabalha com crianças e adolescentes. Atua com transtornos geralmente diagnosticados pela primeira vez na infância ou adolescência.
CRP-08/24131.