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Conforme o assunto abordado no último texto que diz respeito a importância do brincar para o desenvolvimento de nossos pequenos, sabemos que os momentos lúdicos tornam possível também que a criança se desenvolva, imagine, fantasie, construa regras e resolva conflitos. Além disso, são nas brincadeiras que as crianças encontram possibilidades de elaborar situações que lhe causam insatisfação.

É possível verificar que muitas mães aparecem com dúvidas e questionamentos na fase em que seus filhos começam a morder, bater, e também apresentar dificuldades em compartilhar/revezar brinquedos. Portanto, enquanto psicóloga, considero importante resgatar algumas informações. De acordo com a literatura, a fase do desenvolvimento que compreende crianças de zero a dois anos, a criança ainda se encontra na fase concreta em suas brincadeiras. São corporais e o pensamento abstrato não faz parte da vida deles. Mordem, colocam objetos na boca, jogam, chutam, etc. Nesta fase do desenvolvimento, o mundo vai sendo aos poucos experimentado por meio de ações como sugar, agarrar, morder, bater, assim a criança vai compreendendo o universo em que está inserida.

Nessa etapa do desenvolvimento o menor utiliza a mordida como forma de expressão, pois ainda não há um vasto repertório verbal para expressar-se totalmente com a fala. A mordida aparece para comunicar descontentamento/defesa/disputa de espaço e brinquedos. Aos poucos, com a mediação do adulto, a criança aprende que esses atos de comunicação não são adequados.

São com brincadeiras que o adulto poderá fazer a intervenção educativa, podendo propor por exemplo, uma roda de amigos com o mesmo brinquedo demonstrando que o mesmo pode ser compartilhado e irá retornar. Há também as brincadeiras para compartilhar e revezar: Minha vez, sua vez. Esconder objetos ou o rosto e aparecer novamente (esconde-esconde).

Enfim, essas são oportunidades simples e que carregam muito aprendizado!