A palavra “adaptação” me sugere “adequação”, a difícil tarefa de se acomodar em um ambiente diferente do habitual. Situação nada confortável se pensarmos em todas as comodidades às quais nos acostumamos em nosso dia-a-dia. Porém, as situações ditas habituais são simples, não agregam o mesmo valor das dificuldades enfrentadas e que se tornam ricas experiências.

(Foto: Arquivo/EBC)

Para não fugir ao objetivo deste texto, me reporto à adaptação de nossas crianças na escola. Atualmente as famílias matriculam seus filhos muito cedo num ambiente de creche que se propõe a estimular o desenvolvimento infantil. Esse processo é visto com muito cuidado pelos educadores, pois há necessidade de adaptação recíproca e constante. Recíproca porque neste período a criança experimenta um ambiente novo com diferentes formas de convivência e a escola também se adapta àquele aluno que tem suas características e particularidades. É constante se pensarmos que nesta primeira infância as transformações são diárias e muitas vezes inesperadas!

A criança pequena que vai para a escola está em fase de aquisição de palavras novas, muda constantemente seu vocabulário para se adequar ao meio, para suprir as necessidades impostas pela socialização. Precisa ser recíproco, ou seja, adulto fala e espera a resposta, criança fala/pede e é atendida. Um diálogo ainda que formado de palavras e frases incompletas. A ideia de estimulação de linguagem se parece com a adaptação do aluno nos primeiros dias de escola, pois nesse ambiente aquele que se comunica melhor é colocado em situações de diálogo e precisa se “adaptar” melhorando sua própria fala e ajudando nas
conquistas dos demais. Todos saem ganhando!!!

Nesta fase, ainda seja o início de tudo e eles pareçam muito pequenos, já tem capacidade de ouvir, compreender e armazenar na memória, sons e palavras que farão parte de seu repertório de linguagem, brincadeiras e aprendizagem. Os professores serão colaborares que proporcionarão ricas experiências para essas crianças, seu acolhimento fará toda a diferença na rotina escolar inicial.

Aguardem dicas importantes sobre como lidar com as emoções que envolvem esse momento da relação entre pais e filhos, no próximo texto do blog “Cotidiano em Foco”.