GLEISI GRITA, PAULO BERNARDO SE ESCONDE

Ele já foi um dos 60 mais poderosos do Brasil. No início do governo Dilma, em 2011, Paulo Bernardo tornou-se o todo-poderoso ministro das
Comunicações. Em suas mãos estavam o novo marco regulatório das comunicações e o marco civil da internet. Apesar da pressão, o petista
jamais se rendeu à pressão da ala mais radical do partido para criar  sovietes dentro das redações. Com o escândalo do Ministério das  Comunicações e o empréstimo fraudulento a aposentados públicos, Bernardo  se tornou um recluso. Diferente da mulher, a senadora Gleisi Hoffman  (PT), que continua gritando nos palanques pró-Lula, ainda que já tenha  virado ré na Lava-Jato, assim como Bernardo.

O ex-ministro tem dito a  amigos próximos que não ficará muito tempo na cadeia, caso seja mandado  ao Complexo Médico Penal em Piraquara. Sua tendência é mesmo a delação  premiada. A justificativa? Há filhos pequenos para criar, etc.

Faróis do Saber: abandonados?

Não sou contra gastos do poder público com publicidade. Pelo contrário. Desde que ela cumpra a determinação constitucional, sendo informativa e educativa.

Por isso, mas não vejo como omitir uma informação no mínimo curiosa levantada pela oposição na Câmara Municipal de Curitiba: ela levantou números consistentes acerca dos gastos de propaganda na gestão do atual prefeito. Os valores passarão de R$ 6,2 milhões, em 2016, para R$ 24 milhões previstos em 2018. A abertura dos envelopes para a contratação de duas agências de publicidade ocorre no próximo dia 24 de abril e representa quatro vezes o montante despendido na administração anterior (de Gustavo Fruet).

‘CORTE DE GASTOS’

A professora Josete (PT), uma das únicas vozes destoantes no legislativo municipal, diz que o anúncio da licitação conflita com o projeto de ajuste fiscal da prefeitura que tinha por objetivo cortar gastos e equilibrar as contas do município.

CONFÚCIO ‘PLANTADO’

Certamente, há pesos e medidas ideológicos nas críticas da petista.

Todos somados, no entanto, não justificam que a Prefeitura quadruplique os gastos com publicidade. A não ser que a estátua de Confúcio “plantada” em um canteiro no Centro Cívico, tenha lá importância seminal no projeto de obras públicas da cidade.

CANAL DO PANAMÁ

Não custa lembrar os alagamentos recentes dos bairros de Curitiba e o contorno linguístico do prefeito para explicá-los. Tratou-se, segundo ele, de um “fenômeno avassalador que só um Canal do Panamá poderia conter”. Sugere-se que esse ‘slogan’ passe a constar de um cartaz promocional da prefeitura, tão logo as agências de publicidade sortudas sejam escolhidas.

FARÓIS DO SABER

Tecem-se loas aos faróis do saber de sua gestão anterior e eles certamente são louváveis. Mas estão abandonados e a era da internet, convenhamos, parece tê-los tornados obsoletos, a não ser que remodelados e modernizados. Não se vê disposição para isso.

Últimas inundações em Curitiba

GINCANAS, NA MEMÓRIA DE ROTTENBERG E DA CIDADE

Hélio Rotenberg: Curitiba para sempre na memória; Bruno Miraglia: companheiro de desafios; governadora Cida Borghetti: presença no 25 de junho

Excertos do precioso perfil do empresário Hélio Rotenberg, grupo Positivo, que meu livro Vozes do Paraná 10 apresentará. O lançamento do livro será no dia 25 de junho, às 19h39 na Sociedade Garibaldi, juntamente com a solenidade de entrega do diploma Grandes Porta-Vozes do Paraná, com a presença da governadora Cida Borghetti. Leia:

AS GINCANAS

“Para Hélio, curitibano nascido em 1961 no Hospital Paciornik, pelas mãos do antológico Moysés Paciornik, o mundo das gincanas, e particularmente aquele do Clube Curitibano dos anos 1980, foi um marcador em sua história de vida. Ali, na brincadeira-desafio, foi consolidando a “ordem” recebida dos pais – Julio e Frida – de sempre responder (bem) aos desafios. E deles retirar lições para a vida, na qual, diziam, teria de ser campeão. E assim tem sido, a partir do primeiro lugar conquistado no vestibular de Engenharia da UFPR.

Obedeceu-os plenamente, até agora.

DESAFIOS ESTAPAFÚRDIOS

Entenda-se: nas propostas da gincana, atividade irmã gêmea do lazer, cada equipe de “gincaneiro” tinha de achar respostas e soluções aos muitos desafios dados. As tarefas poderiam ser as mais inusitadas e até estapafúrdias…

MUNDO SEM GOOGLE

Imaginem-se as situações mais insólitas possíveis contidas nos puzzles que tinham de ser decifrados e nas tarefas cumpridas em tempo escasso!

Em dias sem Google… Sou daqueles que viram as gincanas de perto – por vezes ajudando algumas equipes a responder perguntas – pelos seus aspectos didático-pedagógicos: elas propunham desafios, antecipando-se àqueles que os jovens iriam encontrar pela vida inteira.

600 GINCANEIROS

Em recente pesquisa sobre a história de Curitiba no século 20, fui encontrando referências a Rotenberg, criador e propulsor da equipe que liderava junto com o amigo Bruno Miraglia. Envolvia 600 pessoas, o que não era número exagerado para a competição. Com ela, o líder Rotenberg foi campeoníssimo por três vezes seguidas… “O carro do prêmio a gente vendia, pagava despesas, dividia o dinheiro entre a gente. E tudo virava festa”, explica Hélio, num raro momento em que me pareceu saudoso de certas realidades.”

Cena de gincanas curitibanas: Carros da equipe Les Paxá na década de 1970.

Para ler a coluna completa, clique aqui