Osmar Dias: nada mudou; só mira o Governo (Foto Vanessa Lopes)

“Nada tenho a oferecer, além de meu projeto de Governo. Quem quiser embarcar nele é bem-vindo”, garantiu à coluna nesta quinta, 3, o pré-candidato ao governo Osmar Dias (PDT), ao mesmo tempo que assinalava:

– Quanto à revista Veja, que afirmou que eu estaria a caminho do Senado, isso foi ‘furada’ já foi devidamente desmentida pela própria publicação.

Osmar foi enfático: o que tem dito, explicou, “é que Ratinho Junior seria bem recebido por mim, se quisesse ser candidato ao Senado. Não o contrário” (Osmar concorrendo ao Senado e Ratinho ao Governo, com apoio dele).

Objetivo, com o tom de urgência que coloca em seus diálogos com os meios de comunicação, Osmar foi mais adiante: assegurou que “continuo viajando pelo Paraná todo, sempre de carro, pois não tenho nem avião nem helicóptero para fazer campanha”.

NÃO ENTRA EM LEILÃO

Ratinho Junior: bem-vindo para o Senado, apenas

Garantindo trabalhar a partir de um sólido programa de governo – que teria maduramente montado a partir de audiência de amplas camadas da sociedade -, o ex-senador admitiu ainda esperar a definição de alguns partidos para eventuais alianças. Citou o caso do PRB e do PSB, legendas que ainda não teriam se definido com vistas à eleição para o Governo, disse.

PROJETO DE ESTADO

De qualquer forma, repetiu: “nada tenho a oferecer a não ser um plano de Governo, um projeto de Estado”.

O ex-ministro da Agricultura ex-secretário de Estado em diversos governos do Paraná, Reinhold Stephanes, continua sendo o grande ponto de apoio da candidatura Osmar Dias ao Governo. É articulador do diálogo de Osmar com os meios empresariais, sobretudo.


COM OU SEM CANDIDATO DO PT, BOLSONARO BATE NO TETO

Bolsonaro na frente, sem Lula; Álvaro Dias, aquém do esperado…; Joaquim Barbosa: vai crescendo

A pesquisa de intenção de voto à presidência da República, divulgada dia 2 pela Paraná Pesquisas, mostra o que já era cantado em prosa em verso em sondagens anteriores. O pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, do nanico PSL, bateu no teto.

“MITO”

Salvo quando o nome do ex-presidente Lula é incluído no disco de pré-candidatos apresentado ao entrevistado, Bolsonaro surge na liderança em todos os cenários. Com o petista Fernando Haddad na lista, o deputado federal, apelidado de “mito” por seus eleitores, aparece com 20,7%, índice idêntico ao daquele em que nenhum petista é incluído na relação da pesquisa estimulada.

A SINA DOS 20%

Já quando o nome de Lula é incluído, Bolsonaro aparece em segundo lugar, mas mantém praticamente o mesmo índice de votação, neste caso 20%. Lula lidera com 28%, oito pontos à frente do adversário.

ADEUS ANTI-LULA

O índice de Bolsonaro, assim, parece ter chegado ao seu limite. A tendência, segundo especialistas, já identificada em pesquisas anteriores, é a de que o ex-capitão do Exército, ao perder o seu principal alvo de ataques, o ex-presidente Lula, foi deixado de lado pelo eleitor que não via nele um candidato da direita ideológica (se é que ela existe), mas a encarnação do anti-Lula.

POR BAIXO

Sem a referência é pouco provável que Bolsonaro consiga catapultar seus índices de intenção de voto além da marca já estabelecida. A tendência, pelo contrário, é quem com o início da campanha e o despertar do interesse do eleitor, o deputado federal tenda a minguar seus índices, nivelando-se aos demais pré-candidatos na disputa.

ALVARO NA ESCALADA

No primeiro cenário, com Haddad incluído entre os postulantes, Marina Silva aparece com 12%, empatada tecnicamente com Joaquim Barbosa (11%), Ciro Gomes (9,7%) e Geraldo Alckmin (8,1%), que parece ter ganhado algum fôlego. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Também citado na pesquisa, o senador paranaense Alvaro Dias (Podemos) tem 5,9% das intenções de voto, seguido de Haddad (PT), com 2,7% e Manuela D´Ávila (PCdoB) com 2,1%. O presidente Michel Temer surge depois com 1,7%, seguido do empresário do Grupo Riachuelo, Flávio Rocha (PRB), com 1%.

NINGUÉM

No segundo cenário, sem nenhum candidato do PT na lista, as posições praticamente se mantêm. Bolsonaro lidera com 20,7%, seguido de Marina Silva, com 13,3%, Joaquim Barbosa (11,2%), Ciro Gomes (10,1%), Geraldo Alckmin (8,1%) e Alvaro Dias (6,1%). Nesse cenário e no anterior, o porcentual daqueles que disseram que não votariam em ninguém é expressivo: 17,5%.

CONDIÇÃO “PÉTREA”

Com Lula incluído na relação, é o petista quem lidera a pesquisa com 27,6%, seguido de Bolsonaro, com 19,5% (uma condição “pétrea”), seguido de Joaquim Barbosa, que desta vez aparece na frente de Marina Silva (9,2% ante 7,7%), Geraldo Alckmin (6,9%), Ciro Gomes (5,5%) e Alvaro Dias (5,4%). A popularidade de Lula explica a queda do número dos que afirmaram não votar em nenhum dos candidatos (9,6%). Também justifica a queda nos índices de pré-candidatos de esquerda que aparecem em melhor colocação nos outros cenários apresentados, caso do pedetista Ciro Gomes. A Paraná Pesquisa ouviu 2002 pessoas em 154 cidades do país entre os dias 27 de abril e 2 de maio. A margem de confiança é de 95%.


ÉTICA, CORRUPÇÃO E DEMOCRACIA NO ALERTA DO JUIZ FURLAN

Juiz Anderson Furlan

O juiz federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Anderson Furlan, fará a palestra “Política e mentira: ética, corrupção e o futuro da democracia”, no próximo dia 7 de maio (segunda-feira), às 18h30, no Bourbon Curitiba Convention Hotel, em Curitiba, a convite do Instituto Democracia e Liberdade (IDL).

MORAL PÚBLICA

Considerado um dos mais importantes defensores dos princípios liberais de ética e moralidade pública, Furlan é doutor em Ciências Jurídico-Econômicas pela Faculdade de Direito de Lisboa (Portugal) e professor da Escola da Magistratura Federal. Também foi um dos signatários do Projeto de Lei de Transparência aprovado pela Assembléia Legislativa e que tornou o Paraná pioneiro no combate à corrupção.

VAGAS LIMITADAS

Furlan presidiu a APAJUFE – Associação Paranaense dos Juízes Federais, além de ser o autor de livros sobre direito ambiental e planejamento fiscal, bem como de artigos publicados no Brasil e no exterior. As vagas são limitadas e podem ser confirmadas pelo telefone (41) 3022-0232.

ÉTICA, CORRUPÇÃO E DEMOCRACIA (2)

Desde meus primeiros contatos com o juiz Anderson Furlan, passei a admirá-lo. Foi quando dele me aproximei, em 2016, para escrever seu perfil biográfico para meu livro Vozes o Paraná. Descobri, a partir dali, preciosas facetas do juiz servindo em Maringá. Lá se notabilizara pelo combate sistemático a crimes fiscais e combate a toda sorte de corrupção.

Foi um dos líderes do movimento nacional pró-instalação do Tribunal Regional Federal em Curitiba, proposta que acabou vetada pelo então presidente do STF, Joaquim Barbosa.

VEGETARIANO TOTAL

De nossos muitos diálogos para a composição do “retrato” de Furlan, acabei descobrindo pelo menos dois ângulos muito fortes da sua personalidade: cristão católico praticante, ele associava, naqueles dias (e acho que assim se mantém) sua crença na mensagem de Jesus a um total distanciamento de dietas alimentares que levem carne. Para ele era impossível conciliar o Evangelho com a matança de animais. “Eles têm direito à vida”, explicou-me.

“GALINHA FELIZ”

Não conseguiu captar, na ocasião, se esse comportamento do juiz estava avançando para o dos veganos. Esses, por exemplo, só admitem ovos se forem de “galinha feliz”: Ovos de galinha “galada”, as que têm galo.

Essa linha vegetariana de Furlan cresce em certos setores teológicos católicos. Frei Susin, capuchinhos, de Porto Alegre, é um dos pregoeiros dessa posição teológica de absoluta não tolerância com o abate de animais. São os chamados “especistas”.

Hoje, se tiver oportunidade, vou recomendar ao juiz Furlan a leitura do livro “A Vida dos Outros”, um brado em defesa da vida dos animais, grito de guerra ao abate dos bichos para alimentar o ser humano.

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