Joel Malucelli, Edson Campagnolo, Oriovisto Guimaraes, Marcos Domakoski, desembargador Luiz Oyama, Mario Pereira, Euclides Scalco e Borges da Silveira no encontro do Pró Paraná.

A expressão pode soar a puro otimismo: “A glória é nada, a ação é tudo”.

Para mim, que a recolhi na fala de Oriovisto Guimarães na Associação Comercial do Paraná, na semana, quando ele se apresentou como candidato ao Senado, a expressão pode transformar-se em “slogan”.

Tem tudo para funcionar. A começar pelo poder de síntese e o tom convocatório a uma sociedade cansada do mundo político “tradicional”.

Pode ser o moto de futura busca aos votos.

ABERTURA D’ALMA

Mas mais que frases definidoras dessa personalidade que rompeu todas as barreiras e se tornou um empresário de ponta no Brasil de hoje, vale registrar essa outra “abertura d’alma” com que – em poucas palavras – Oriovisto definiu bem o território e as fronteiras de suas crenças:

– Não sou nem de Direita, nem de Esquerda”, cravou para assim explicar a uma platéia exigente convocada pelo Movimento Pró-Paraná, o porquê de seu projeto eleitoral.

O PORQUÊ

Deixou claro – e até nem precisava – que aos 73 anos, realizado no plano material e intelectual, quer embrenhar-se no universo da política. Para ajudar o Paraná, em primeiro lugar.

Muito mais do que ser novidade, Oriovisto Guimarães, fundador do Grupo Positivo, é um aglutinador de homens e mulheres marcados por propostas comuns. Alguns registraram em voz alta – que querem participar do projeto Oriovisto, como o disse Cleverson Marinho Teixeira, do Pró-Paraná, ex-deputado federal.

EX-MINISTROS

O universo de patrícios que lotou o auditório da ACP incluiu a presença de Euclides Scalco, ex-ministro de FHC; assim como o ex-ministro da Saúde, Luiz Carlo Borges da Silveira; o entusiasmado presidente da FIEP, o industrial Edson Campagnollo, cativado pela mensagem de Oriovisto; presidente do MPP, Marcos Domakoski e o ex-governador Mário Pereira, dentre outros.

GLÓRIAS E $$$

“Oriovisto, com sua candidatura pelo Podemos, é a novidade que estreia na campanha eleitoral. Ele não precisa de glória e/ou dinheiro. Ele quer apenas envolver homens e mulheres de boa vontade no seu projeto de ação”, registra um analista político que estava presente na ACP.

RESISTIR COMO?

E eu me pergunto: como resistir à proposta de Guimarães? Pois ele, sem tons messiânicos, mexe em realidades como a ação redentora da Lava Jato que, reconheceu, ‘escancarou a ação nefasta de alguns maus empresários e políticos idem”.

Bom sinal desse candidato ao Senado que começa sem medo de até ferir parte do mundo empresarial (no caso, os empresários atingidos pela Lava Jato).

Auditório atentíssimo à fala de Oriovisto Guimarães

ONU DIZ QUE BRASIL NÃO ENFRENTA COMO DEVE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Joana Chagas: opinião da ONU

“O Brasil de 2018 enfrenta a insuficiência de investimentos financeiros para a implementação de leis e políticas substantivas de enfrentamento à violência contra as mulheres”. A avaliação é da gerente de programas da ONU Mulheres no país, Joana Chagas, que participou em abril do Simpósio Regional sobre Violência de Gênero. Evento foi realizado em Campo Grande pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul.


NÃO, FLÁVIO ARNS NÃO FOI “ESQUECIDO”

Flávio Arns: escolheu a Rede; Paulo Arns Cunha: Presidente divisão de Ensino do Grupo Positivo; Cardeal Paulo Evaristo Arns: cultura da paz, contra ditadura; Zilda Arns: salvando crianças, pela Pastoral da CNB.

A leitora Valéria Guilherme reclama: acredita que, em recente análise sobre os candidatos ao Senado, a coluna esqueceu o nome de Flávio Arns; e lembra que ele, na outra vez que concorreu a senador, teve dois milhões de votos. E foi eleito.

OS PRIMEIROS

Pelo contrário, Valéria: este espaço foi o primeiro a noticiar, em primeiríssima mão, em março, a entrada de Flávio Arns na REDE, de Marina Silva, pelas mãos de Jorge Bernardi. E também nos antecipamos a todos os demais, ao informar que Arns iria concorrer ao Senado. Com as “bênçãos” de Bernardi, candidato a governador pela REDE.

“SELF MADE MEN”

No recente comentário sobre Wilson Picler e Oriovisto Guimarães, o enfoque foi baseado no fato de os dois serem educadores e homens que se fizeram “do nada”. E que estão de olho no Senado.

No comentário referido, também, teríamos omitido os nomes de Beto Richa, Alex Canziani, dentre outros que querem ir para a chamada Câmara Alta, em Brasília?

Não. Eles serão examinados pela coluna no momento oportuno.

NOME SÓLIDO

Flávio Arns, por quem nutro particular admiração, tem uma sólida tradição na vida política do Paraná, e papel relevante como vice-governador secretário de Educação e também de infraestrutura.

ILUSTRE FAMÍLIA

Impossível não associar o nome de Flávio Arns aos de outros da família Arns, de raízes catarinenses mas que, via de regra, se projetaram nacional e internacionalmente a partir de Curitiba.

Foi assim que aconteceu com o tio de Flávio, cardeal Paulo Evaristo Arns, aqui formado no antigo convento do Bom Jesus; assim como a sua também tia, a médica Zilda Arns, um símbolo da luta pela infância pobre, com a Pastoral da Criança da CNBB.

OSVALDO ARNS

Nessa relação de notáveis da família Arns não se pode esquecer o nome do professor Osvaldo Arns, pai de Flávio, cujo centenário foi recentemente comemorado na PUCPR, do qual foi reitor.

Um sábio humanista, Osvaldo Arns teve papel decisivo na formação de milhares de curitibanos, lecionando no Colégio Estadual do Paraná, em colégios particulares, e na UFPR e PUCPR.

LEIA A COLUNA COMPLETA AQUI