Jane Jacobs (foto de Phil Stanziola/Reprodução)

Uma lista dos 100 urbanistas mais influentes de todos os tempos, organizada pela revista norte-americana de planejamento urbano Planetizen, concedeu ao Brasil a medalha de prata: Jaime Lerner aparece como segundo colocado — o único do país a figurar na lista.

O primeiro lugar foi concedido à norte-americana Jane Jacobs, urbanista famosa por ter escrito o livro “Morte e vida das grandes cidades”, que redefiniu a forma com que se estudava o urbanismo e se via o avanço modernista nas cidades na década de 1960.

TEMPOS DE INVÍDIAS

Esta nova premiação, dentre outras tantas, e o constante chamado de Lerner para atuar em cidades de diversos países, só confirmam motivos de orgulho dos curitibanos. Mesmo assim, lamenta-se que Lerner não tenha o mesmo reconhecimento, em nível tão expressivo, em sua própria terra. Em Curitiba, o que se sabe, na surdina é que certos homens públicos e “urbanistas” improvisados, tratam até como “ultrapassada” a obra do homem a quem a revista Times apresentou como um dos 100 maiores pensadores do século. Lembram-se?

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O resultado foi definido a partir de duas fases organizadas pela Planetizen: a primeira com indicações de nomes pelos leitores e a segunda, por votação online. O critério de escolha deveria levar em consideração a influência que esses urbanistas causaram em suas cidades — o que engloba designers, arquitetos, professores, jornalistas, entre outros.

A nova lista teve por objetivo atualizar a versão publicada em 2009. Uma das principais mudanças entre as duas versões é o aumento significativo no número de mulheres premiadas, que subiu de 9 para 19.

VEJA OS DEZ PRIMEIROS COLOCADOS DA LISTA:

  1. Jane Jacobs

Urbanista famosa pelo livro “Morte e vida das grandes cidades”, que redefiniu a forma com que se estudava o urbanismo e se via o avanço modernista nas cidades na década de 1960.

  1. Jaime Lerner
  1. Frederick Law Olmsted

Considerado pai do paisagismo, o arquiteto Olmsted foi responsável pela elaboração dos projetos de inúmeros parques nos Estados Unidos. Sua obra-prima é o Central Park, em Nova York.

  1. Jan Gehl

O arquiteto e designer urbano dinamarquês tem seu trabalho voltado às melhorias que as cidades podem ter para otimizar sua relação com pedestres e ciclistas.

  1. Andrés Duany

Arquiteto e fundador do Congresso do Novo Urbanismo americano, no qual se discutem políticas para as cidades se tornarem mais receptivas a pedestres.

  1. Lewis Mumford

Sociólogo que estudou a convergência das relações humanas com a cidade. Foi crítico da área de arquitetura na revista The New Yorker por 30 anos.

  1. Robert J. Gibbs

Importante membro do movimento do Novo Urbanismo. Um dos primeiros a buscar metas de sustentabilidade na construção de comunidades que seguiam esse preceito.

  1. Frank Lloyd Wright

Um dos maiores nomes da arquitetura mundial, Wright desenhou mais de mil projetos e desenvolveu o conceito de arquitetura orgânica, na qual uma construção é humanizada através do meio ambiente e da comunidade em que se insere.

  1. Le Corbusier

O arquiteto franco-suíço Charles-Édouard Jeanneret, conhecido como Le Corbusier, foi pioneiro da arquitetura modernista. Dezenas de suas construções são parte do Patrimônio da Humanidade da Unesco.

  1. Charles Marohn

Engenheiro americano que concebeu a organização e site Strong Towns, que procura ajudar as cidades a se tornarem mais sustentáveis e autossustentáveis.

Fonte: HAUS/Gazeta do Povo, (colaboração do jornalista André Nunes)


LUIZ ALBERTO, TRIBUNO DE OUTROS TEMPOS

Luiz Alberto Martins de Oliveira

Morreu Luiz Alberto Martins de Oliveira, 70, que foi, na minha opinião, um dos dez mais importantes deputados estaduais que passaram pela Assembleia Legislativa do Paraná no século 20. Pertenceu à Arena e, depois, ao PDS e ao PFL.

E olha que o século passado foi pródigo em homens e mulheres brilhantes no parlamento.

TRIBUNO

Luiz Alberto era orador privilegiado, um retórico da melhor escola, por vezes lembrando aqueles homens da formação obrigatória em matemática, lógica e retórica. Nisso andava com outros de calibre semelhante, como Airton Cordeiro, Cândido Martins de Oliveira, Alvaro Dias e – por que não dizer? – de Roberto Requião. Com este muitas vezes teve embates históricos na tribuna. Isso sem mencionar nomes que os precederam na Assembleia, gente igualmente bem montada cultural e eticamente, como Edgard Távora, Tico Lopes, Ivan Luz, Olavo Garcia, Manoel Linhares de Lacerda, Vidal Vanhoni, Rubens de Mello Braga, padre Haneiko, Túlio Vargas…

Esses eram parlamentares diferenciados, que nada tinham em comum com a maioria quase absoluta que hoje domina a AL. Foram donos de obras que já estão na História do Estado.

LÍDER DE NEY

Luiz Alberto foi líder do governo Ney Braga na AL, e seus embates em defesa do legado de Ney são históricos, valem uma pesquisa acadêmica por parte de quem queira comparar a matéria prima da qual eram feitos deputados de outrora com os de hoje.

Airton Cordeiro; Edgard Távora; Cândido Manoel Martins de Oliveira

“LIVRO ABERTO”, UMA HISTÓRIA DA BIBLIOTECA PÚBLICA

Nilson Monteiro

Diante da importância do fato, relembro: o jornalista, escritor e membro da Academia Paranaense de Letras Nilson Monteiro lança na quarta-feira (4/abril), às 18:30, Livro Aberto – Uma História da Biblioteca Pública do Paraná. A entrada é franca e a publicação será distribuída pela BPP.

QUATRO ANOS DEPOIS

“É um livro sobre pessoas, desde a existência da Biblioteca Pública, apenas quatro anos depois de o Paraná haver se separado como Província de São Paulo, até os usuários atuais da instituição nos dias de hoje. A BPP é um universo, que encanta aqueles que a conhecem”, diz o autor.

TAMBÉM SOBRE O PR

O livro, com 216 páginas e fartamente ilustrado, resulta de ampla pesquisa, que mostra fatos até então pouco conhecidos (como o falecimento de usuários nas dependências da Biblioteca Pública) ou históricos, porém recorre a recursos de ficção. “Tudo temperado, acho que acabou em um produto que as pessoas gostarão”, opina Monteiro.

Para Rogério Pereira, um dos 41 anos diretores da BPP em sua história, Livro Aberto “é uma obra sobre a Biblioteca. Mas, também a respeito do Paraná, do Brasil, do mundo e, portanto, de todos nós”.

SERVIÇO

Lançamento de Livro Aberto, uma História da Biblioteca Pública do Paraná, de Nilson Monteiro Dia 4 de abril, a partir das 18:30, no Hall Térreo da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133, Curitiba)


CÁRMEN LÚCIA TEM CULPA NO CARTÓRIO

Cármen Lúcia, a presidente da corte

Independente do resultado do Supremo Tribunal Federal (STF) no que tange ao habeas corpus do ex-presidente Lula, nesta quarta-feira (4), Cármen Lúcia, a presidente da corte, tem culpa no cartório. Foi ela, afinal, quem pautou a discussão, pressionada por colegas e que, depois de pautá-la, achou por bem dar um “refresco” para o debate, assegurando a liberdade do petista até o julgamento do mérito e deixando o país em polvorosa.

O QUE UM BILHETE AÉREO NÃO FAZ

Ontem (2), Cármen Lúcia divulgou um vídeo na TV Justiça pedindo “serenidade” em tempos de intolerância e intransigência contra pessoas e instituições. Bonito na imagem. Péssimo no conceito. O que se esperava era que o STF não ficasse refém do calendário de feriados privilegiado ou da apresentação de bilhetes aéreos na Corte para questões que agora são fulcrais.

SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Ora, se o habeas corpus for concedido a Lula, criminosos presos após condenação em segunda instância estarão livres, leves e soltos nas ruas.

Só na Justiça Federal de Curitiba, são mais de 130. Inclusive traficantes e pedófilos. E tudo porque o vaivém do STF ensaia o samba do crioulo doido.

SEGUNDO GRAU

Nem o brasileiro de mais curta memória pode esquecer que há apenas um ano e meio, a corte permitiu (mais expressamente, voltou a permitir) a execução provisória da pena para condenados em segundo grau.

O CASO LUIZ ESTEVÃO

Vide um caso emblemático citado pelo procurador de Justiça do Ministério Público do Paraná, Rodrigo Chemim: “O empresário e ex-senador Luiz Estevão, que agora está preso interpôs 34 recursos antes de ir para a cadeia. São 26 anos desde que ele foi condenado no processo que envolvia as obras superfaturadas do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo [caso envolvendo Nicolau Santos Neto, o juiz Lalau]. Pois bem, Luiz Estevão só está preso agora porque o Supremo Tribunal Federal mudou a interpretação que tinha quanto a essa questão do trânsito em julgado e da presunção da inocência. Agora, a corte entendeu que o trânsito em julgado seria o de segundo grau. Pode-se discutir em recurso especial extraordinário matéria de direito, interpretação da lei federal e da constituição, mas o fato, a prova, a testemunha, os documentos apresentados, isso transita em julgado no segundo grau de jurisdição.

Não é possível rediscutir isso nos recursos cabíveis para a instância superior”.

A CEREJA DA BOMBA

A cereja nesse bolo, se é que se pode chamar assim porque a tal cereja tem mais o perfil de uma bomba de curtíssimo pavio, é que até 2009, ou seja, logo ali, a prisão após condenação em segunda grau, era uma jurisprudência respeitada há décadas. Então surgiu um Eros Grau no meio do caminho para comandar a mudança de entendimento da corte. Resumo da ópera: a decisão abriu as portas da cadeia para fechar novamente, sete anos depois. Eis que o STF agora ensaia uma “nova onda” para bagunçar o coreto da Justiça de vez. Somos ou não somos a cara da Suprema Corte venezuelana?


FLÁVIO ARNS ENTRA NA REDE

Flávio Arns, entre a porta-voz da Rede, e o ex-vereador Jorge Bernardi

Confirmando aquilo que este espaço adiantou, o ex-vice governador do Paraná e ex-senador Flavio Arns filiou-se nesta segunda-feira, 2 de abril, à Rede Sustentabilidade. A filiação ocorreu na presença do ex-vereador de Curitiba, Jorge Bernardi, pré-candidato ao Governo do Paraná, e da Porta-Voz estadual, Valéria Guilherme.

Arns ainda não decidiu que cargo disputará em outubro deste ano, mas afirmou que seu nome está à disposição da Rede para cargos no Executivo e no Legislativo. Além de vice-governador, Arns foi senador pelo Paraná e cumpriu três mandatos de deputado federal. Foi também Secretário Estadual de Educação.


PROCURADOR DO MP DE CONTAS FICA DE OLHO EM SOBREPREÇOS

Flávio de Azambuja Berti: irregularidades na área médica

O atual Procurador-Geral do MP de Contas, Flávio de Azambuja Berti, foi escolhido por eleição realizada entre os demais Procuradores para exercer mais um mandato no biênio 2018-2019. Berti será reconduzido ao cargo de Procurador-Geral, que ocupa desde março de 2016, em cerimônia de posse no dia 12 de abril, as 14 horas, no Plenário do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

“Dado que o espaço de que dispõe o MP de Contas para atuar junto ao Tribunal de Contas é limitado, é indispensável fazer mais. E mais, no caso, significa acompanhar de perto a gestão de políticas públicas, particularmente nas duas áreas que representam o maior gasto sob a perspectiva dos orçamentos dos Municípios: educação e saúde”, afirma o Procurador-Geral.

METAS DE EDUCAÇÃO

Um dos estudos conduzidos pelo MP de Contas, sobre o cumprimento das metas 1 e 18 do Plano Nacional de Educação, nos 399 municípios do Paraná, estimulou análises jornalísticas sobre o piso salarial dos professores nas cidades paranaenses. O relatório final produzido pelo órgão ministerial apontou diversas irregularidades não só quanto ao pagamento do piso de professores da rede pública, mas também quanto a presença de crianças de quatro a cinco anos na pré-escola.

ÁREA DA SAÚDE

Atualmente estão em andamentos mais dois projetos especiais, que visam o controle externo e mapeamento da Administração Pública na área da saúde.

Os estudos se referem à compra de medicamentos e contratação de médicos plantonistas nos municípios. Para cada um desses projetos existe uma equipe que trabalha em diversas frentes na busca e verificação de informações.

Por esse motivo que o MP de Contas vem firmando parceria com diversas instituições do Estado, que tem por objetivo fiscalizar os gastos e qualidade dos serviços prestados na área da saúde. Com isso, será possível identificar possíveis irregularidades, inclusive com potencial de dano ao erário.

À exemplo disso, são as parcerias com os Promotores de Justiça que atuam na área da “Defesa do Patrimônio Público” nas comarcas do Paraná, com quem tem havido diálogo permanente.

COM SOBREPREÇO

“Observamos que muitas das compras de medicamentos têm sobre-preço e identificamos irregularidades nas admissões de médicos plantonistas, que muitas vezes são feitas mediante a contratação de interpostas pessoas jurídicas, sob a forma de clínicas contratadas o mais das vezes por meio de simples credenciamento, sem licitação”, conta Berti.