Cidade de Foz do Iguaçu (Foto Kiko Sierich)

A firme informação do respeitável periódico norte-americano toma por base a Consultoria Asymmetrica, comandada pela opositora venezuelana Vanessa Neumann, baseada em Washington.A informação vem de fonte jornalística da maior responsabilidade, o Wall Street Journal, que assegura que o Hezbollah estaria lavando dinheiro na chamada Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu, Brasil, Paraguai e Argentina.

Para Neumann – ainda segundo o WSJ – chamada Tríplice Fronteira é “um sub-Estado, ‘com cartéis de Bolívia, Colômbia, México e Brasil’, além de “máfias da Coreia e Rússia”, e até da China, “mais a grande comunidade libanesa”.

Marco da Tríplice Fronteira (by Daniele Rodrigues)

BOA NOVA:

MAIS AMERICANOS VISITAM FOZ DO IGUAÇU

Gilmar Piolla: fim da burocracia (foto Filipe Lafuente/Iguassu-cvb)

Os americanos que procuram conhecer as atrações de Foz do Iguaçu não são abalados por notícias como a da denunciada ação do Hezbollah na Tríplice Fronteira. Pelo contrário: o visto eletrônico impulsionou a visitação dos ianques a Foz.

E olha que o visto entrou em vigor há poucos meses, em janeiro. Mas a facilidade refletiu em ampliação em 20% do aumento de turistas do Estados Unidos.

COMPARANDO

Anote: em 2017, 7.203 americanos visitaram o Parque Nacional do Iguaçu, onde ficam as Cataratas, entre janeiro e abril. Já nos quatro primeiros meses do ano, neste período, 8.683 estiveram nas Cataratas do Iguaçu, uma das chamadas Maravilhas da Natureza.

DE ABRIL A ABRIL

No comparativo entre abril deste ano e abril do ano anterior também houve crescimento. O aumento foi de 61%. No mesmo período do ano passados 1682 turistas americanos estiveram no atrativo, enquanto que só no mês passado 2.708 visitaram a unidade.

OTIMISMO DE PIOLLA

Ainda no comparativo de abril dos dois anos, também é possível observar um aumento de turistas australianos (37%) e canadenses (27%). Para Gilmar Piolla, secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, os números de agora resultam do fim da burocracia decretado pelo visto eletrônico.

Os turistas norte-americanos são numericamente menores apenas que os argentinos em Foz do Iguaçu.

Cataratas do Iguaçu: o centro de atenções

CLEMENTE AGORA PUBLICA “SEMENTES DE SABEDORIA”

Ex-reitor da PUCPR, Clemente Ivo Juliatto

Professor universitário e Irmão Marista Clemente Ivo Juliatto, pós-doutor nas Universidades de Harvard (EUA) e de Londres (Inglaterra), acaba de lançar o livro Sementes de Sabedoria, PUCPRESS, 488 páginas. A obra se propõe e dispõe a construir o bem e o bem-estar visivelmente plenos. Claramente, o livro de começo ao fim busca as profundezas do ser humano combinando valores humanos, liberdade de pensamento, formas essenciais de realização total.

VIDA, TEMPO, ESFORÇO

O livro reúne nove capítulos: 1. Três elementos decisivos: vida, tempo e esforço. 2. Busca permanente: felicidade, sabedoria e verdade. 3. Uso de recursos disponíveis: riqueza, investimentos, combate à ignorância e respeito à natureza. 4. Potencial de realização: capacidade e desenvolvimento pessoal, idealismo, trabalho e estudo. 5. Cultivo incessante: caráter, espírito, gentileza, leitura, valores e virtudes.

6. Companheiros de caminhada: pais, educadores, professores, estudantes e amigos. 7. Atividades escolares: aprender, ensinar, fazer pensar, ler e escrever. 8. Valores importantes: pessoa educada, educação, escola, conhecimento, sabedoria de vida. 9. Visão estratégica da existência: bem e bondade, Deus criador e amigo, religião e fé, serviços aos outros, distribuição do pão e da sabedoria.

PINTURAS DE ROSANE

Precedendo cada capítulo, o livro traz pinturas originais de Rosane Wagner, em estilo vitral.

“O prazer de saborear o que foi selecionado e comentado pelo educador marista conduz a veredas onde se entrelaçam os ideais e a poesia, os sonhos e a realidade”, sublinha Maria Virgínia Bernardi Berger, doutora em Educação pela UNICAMP e professora emérita da UEPG.

ORIENTE E OCIDENTE

E acrescenta: “Juliatto dedicou sua energia de vida e inspiração para revelar nessa obra aquilo que transcende o tempo e o espaço. A sensibilidade e a determinação que o motivou nessa tarefa resultaram em algo peculiar e encantador cuja leitura eleva a alma, porque unifica a sabedoria do oriente e do ocidente.”


EZEQUIAS E SECRETARIA CONTINUARÃO, POR ORA

Ezequias Moreira: por ora, continua secretário; Fernanda Richa: madrinha forte

Fontes do Palácio Iguaçu informam que a governadora Cida Borghetti não irá, por enquanto, extinguir a Secretaria do Cerimonial e Relações Internacionais, comandada por Ezequias Moreira.

Trata-se, claro, atitude antes política do que administrativa.

EVITAR DESGASTES

No rebolo o imbróglio envolvendo Beto Richa e Deonilson Roldo, ela julgou melhor tomar medidas em dosagens homeopáticas, evitando desgastes com a base tucana.

FERNANDA INTERFERIU

Há quem garanta no Palácio que uma das mais poderosas madrinhas de Ezequias Moreira, Fernanda Richa, chegou a apelar a Cida, para “salvar” Ezequias da ‘fogueira’.


ALCENI NÃO É DE GUERRA

(PARTE 2)

Alceni Guerra

O exílio de Alceni Guerra em Pato Branco, após sua passagem pelo Ministério da Saúde de Collor de Mello, o fez ressurgir politicamente com ideias que foram consideradas “megalomaníacas”, como transformar uma cidade encravada no sudoeste paranaense no maior polo tecnológico do interior do Paraná – o que de fato concretizou. O resultado do trabalho é o capítulo de um livro que ele vem escrevendo, passo a passo, “peer-to-peer”, e pretende encerrar com sua aposentadoria política, sempre adiada.

DEBATE LULA-COLLOR

A obra é recheada de episódios não contados da saga democrático-brasileira, como o debate Lula-Collor em 1989. Guerra foi testemunha ocular do confronto histórico, mas diz que adotou um tom irônico e bem-humorado na obra inacabada para não ferir suscetibilidades.

ÂNGELA E A POÉTICA PESSOAL

Com a mulher, Ângela, o agora assessor especial da governadora Cida Borghetti aprendeu a poética pessoal, ou seja, o estilo para narrar suas histórias. Já com os gregos aristotélicos vem aprendendo a exercitar a arte da política, uma estratégia que, contrariando o seu sobrenome, tem como propósito justamente evitar a guerra e considerar o confronto apenas quando há expectativa de concordância, que vem de consentir e ceder em nome do interesse comum.

– A alma da política é o diálogo. Por isso eu sempre tive livre trânsito com políticos de várias legendas. Se há diferenças, elas são pontuais.

LEVOU LULA ÀS LÁGRIMAS

Deputado constituinte no segundo de seus três mandatos na Câmara Federal (1987-1990), Alceni Guerra levou às lágrimas o então colega de parlamento, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao discursar melosamente em favor da licença-paternidade.

– Até hoje, quando ele me encontra, diz: ‘Seu filho da mãe, você me fez chorar’.

ESTILO CONCILIADOR

Secretário nas administrações de Jaime Lerner e Roberto Requião, dois ex-governadores do Paraná que guardam ódio figadal mútuo entre si, Guerra quer repetir na assessoria especial de Cida Borghetti o mesmo estilo conciliador que marcou sua carreira.

COM A AGENDA EM PUNHO

A receita, segundo ele, é a boa conversa. Durante os primeiros dias no Palácio Iguaçu já puxou de sua agenda os telefones de todos os parlamentares da bancada de senadores e de deputados federais e estaduais. Pretende conversar com cada um. Cara a cara.

– Conheço quase todos. O senador Álvaro Dias (Podemos), por exemplo, é um político nato. O Roberto Requião (MDB) exige que a gente fique quieto nos primeiros 15 segundos de provocação. Se você aguentar, o diálogo será bom e produtivo.

A PRAGA

Alceni Guerra admite: o aprendizado da arte da política veio com o passar do tempo. Em 1991, quando ainda ministro de Collor, Guerra chegou a insinuar durante uma entrevista na TV Cultura, de São Paulo, que as redações dos jornais estariam infestadas da ‘praga petista’.

GLEISI E JACKIE KENNEDY: UMA HERESIA

Hoje respeita os membros do PT. Ou ao menos aqueles que não tiveram seus nomes associados a escândalos. Caso de Gleisi Hoffmann que, em anos passados, Guerra considerou uma forte candidata a vice-presidente na chapa de Lula ou de Dilma. Ela não vingou, meteu-se com o lado negro da política e passou a incorporar uma radical bolivariana que não pertencia àquele corpo. Não quando chefiava o gabinete de Jorge Samek na Câmara de Vereadores de Curitiba ou uma das diretorias da Itaipu, recorda-se. Ele até cometeu uma heresia: comparou-a a Jackie Kennedy, definiu-a como superstar da política. Errou feio.

DELFIM EM PATO BRANCO

Em 1998, o ex-ministro Delfim Netto desembarcou no aeroporto de Pato Branco, por conta de uma escala ou defeito no avião, e Alceni Guerra, então prefeito do município, foi recebê-lo.

– Ele ficou surpreendido com o que eu estava fazendo no município na área de Educação e disse: “Agora, para o país engrenar de vez só falta o Lula e o PT ganharem as eleições. O país nunca mais será o mesmo. Nem eles”. E, de fato, o Brasil cresceu e o PT nunca mais foi o mesmo. No pior sentido.

NÃO FOGE À LUTA

Membro do DEM em um histórico de idas e vindas, Guerra é homem de paz, mas não foge à luta, o que remete à lírica do Hino Nacional. Em 2010 trocou farpas com o deputado federal Abelardo Lupion (DEM), hoje Secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, ao desmentir um acordo feito entre os caciques nacionais do PDT e do DEM para apoiar o então senador Osmar Dias (PDT-PR) ao governo do Paraná. No calor do debate, também se recusou a apoiar uma eventual candidatura de Lupion ao Senado.

FARPAS

Reeleito deputado federal, Lupion acusou o ex-colega do DEM de entregar a legenda ao grupo do tucano Beto Richa e contestou sua condição de secretário do escritório de representação do Paraná, em Brasília, cargo que exerceu durante apenas seis meses – o escritório foi fechado por falta de orçamento próprio.

– Se ele vier para representar os interesses do estado, muito bem. Se vier para representar os interesses do Beto (Richa), esqueça. Não haverá diálogo, disse Lupion à época.

DEFEITO QUE É VIRTUDE

No mesmo período, Alceni Guerra também foi alvo de um ex-aliado político em Pato Branco, que prefere não se identificar. Ironicamente, ele enxerga como defeito o que o secretário, hoje, encara como virtude.

A ARTE DE CONVENCER

– Por conhecê-lo bem, admiro a sua capacidade verborrágica. Faz parte do folclore daqui a recusa do ex-prefeito (de Pato Branco) Clóvis Padoan em falar com o Alceni (Guerra) pelo seguinte motivo: “Se eu ouvi-lo por cinco minutos, ele me convence”.

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